As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira (12) em baixa, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. O movimento foi influenciado por novas sinalizações sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã e pelos desdobramentos da crise política no Reino Unido, que ampliaram a cautela dos investidores.
Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,04%, aos 10.265,32 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,54%, aos 23.974,67 pontos. O CAC 40, de Paris, perdeu 0,95%, aos 7.979,92 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 1,36%, aos 48.990,98 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,61%, aos 17.564,50 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, recuou 1,26%, aos 9.050,18 pontos. As cotações são preliminares.
No campo geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país “não tem pressa para nada” em relação ao Irã. Em resposta, a porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, disse que o país está “pronto para agir”, mas mantém foco em “paz duradoura”. Esse ambiente sustentou os preços do petróleo e favoreceu o setor de energia do índice Stoxx 600, que avançou mais de 1%.
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No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer voltou a ser pressionado após a derrota do Partido Trabalhista nas eleições locais da semana passada. Em relatório, a consultoria Capital Economics avaliou que uma eventual troca no comando do governo pode elevar juros e rendimentos dos títulos britânicos. O documento consultado não informa o nome do analista responsável. No mercado acionário, Barclays caiu 3,6%, Lloyds recuou 4% e NatWest perdeu 3,5%.
Entre os papéis corporativos, a Lufthansa subiu cerca de 2% após elevar sua participação na Ita Airways para 90%. Já Vodafone e Siemens Energy recuaram 8% e 5%, respectivamente, após repercussão de balanços, enquanto a Bayer avançou cerca de 4%.
O quadro mantém o mercado europeu sensível a riscos geopolíticos e fiscais no curto prazo. Para agentes econômicos, a sustentação do petróleo e a piora do humor financeiro podem influenciar custos de energia, câmbio e financiamento, caso a instabilidade externa persista nas próximas sessões.
Fonte: Estadão Conteúdo
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