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Pecuária de cria: nutrição da vacada na seca é chave para alta prenhez

Pecuária de cria: nutrição da vacada na seca é chave para alta prenhez


Pecuaristas, a nutrição da vacada é um dos pilares para uma pecuária de cria de sucesso. O baixo valor nutricional das pastagens na seca é um fator restritivo que impacta o ganho de peso e, principalmente, o desempenho das vacas de cria, que precisam de um bom escore corporal para a estação de monta na primavera. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta terça-feira (19), o programa Giro do Boi recebeu o pós-doutor em zootecnia Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, para a semana especial “Suplementação na Seca”.

Ele trouxe dicas valiosas para manter os índices produtivos e reprodutivos em níveis satisfatórios.

Diferimento e suplementação: estratégias para a seca

Lote de novilhas para a estação de monta. Foto: Divulgacao

Cerca de 80% do rebanho de corte brasileiro é terminado em pastagem, o que torna a seca um período desafiador.

Para driblar a falta de forragem, o produtor precisa de planejamento. As estratégias de menor custo incluem:

  • Diferimento de pastagem: É a vedação de uma área no outono para acumular massa, que será utilizada em julho, agosto e setembro. A suplementação é usada para melhorar o aproveitamento desse volumoso.
  • Suplementação na seca: Para quem não fez o diferimento, a aquisição de volumosos (feno, silagem) ou o aumento do nível de suplementação são as alternativas. Em uma recria intensiva, a recomendação é 1% do peso vivo em ração. Para animais de abate, a TIP (Terminação Intensiva a Pasto) é uma excelente opção, com ração de 2% do peso vivo para machos inteiros.

O desafio da vacada de cria na seca

Gado em pastagem na seca. Foto: ReproduçãoGado em pastagem na seca. Foto: Reprodução
Gado em pastagem na seca. Foto: Reprodução

A vaca de cria enfrenta um grande desafio na seca, pois o pasto tem o menor teor de proteína bruta e a oferta é baixa.

Nesse período, ela está com um feto em desenvolvimento e precisa de nutrientes para o bezerro e para manter seu escore corporal.

Se a vaca estiver em escore ruim, ela não vai emprenhar na estação de monta, e o desenvolvimento do bezerro também será comprometido.

Para as vacas de cria, a recomendação de Rodrigo Gomes é:

  • Suplementação proteica energética: Cerca de 3 gramas por quilo de peso vivo, o que ajuda a segurar a condição corporal.
  • Desmama antecipada ou precoce: Em bezerros de cerca de 6 meses, a desmama antecipada alivia a carga sobre a vaca, dando a ela mais chances de emprenhar na próxima estação. O bezerro também pode ser suplementado com DDG, por exemplo, que se encaixa perfeitamente nesse processo.

A geada queima o pasto, mas o valor nutricional permanece. No entanto, o animal consome pouco essa forrageira. A suplementação proteica energética é uma boa recomendação para manter o desempenho do gado.

O segredo da recria e a geada

Bovino em fase de recria no pasto. Foto: ReproduçãoBovino em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução
Bovino em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução

A recria intensiva é o grande segredo do confinamento, mas muitas vezes é negligenciada. Pesquisas mostram que uma recria bem-feita resulta em abates precoces e uma carcaça com melhor acabamento.

Sem um bom trabalho na recria, não se consegue fazer o “boi-China”, o boi zero dentes.

Para os pecuaristas que tiveram o pasto queimado pela geada, a suplementação proteica energética é uma boa recomendação. Em caso de geada muito forte, uma roçada e o fornecimento de ração podem acelerar a rebrota da pastagem.



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