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Santa Gertrudis x Nelore: os caminhos da cruza ideal para carne premium na Bahia

Santa Gertrudis x Nelore: os caminhos da cruza ideal para carne premium na Bahia


Pecuaristas, a busca por um gado de carne premium em climas tropicais exige estratégias de cruzamento industrial que aliem adaptabilidade e qualidade de carcaça. Paulo Ormond, de Oliveira dos Brejinhos, na Bahia, possui uma base de matrizes nelore e tabanel e pensa em cruzá-las com touro Santa Gertrudis para atender a esse mercado. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações completas.

Nesta terça-feira (19), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos e autor do blog “Crossbreeding”, respondeu a essa dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”. Ele explica que a escolha do touro depende do manejo e do objetivo de produção.

Monta natural em clima tropical: o segredo da adaptação

Touro reprodutor da raça Santa Gertrudis. Foto: Divulgação/ABSG

Para a região da Bahia, com seus diversos ecossistemas e clima quente, a escolha do touro para a monta natural é crucial. Alexandre Zadra recomenda touros com pelo curto, liso e brilhante, que são adaptados ao clima quente e úmido.

Para a produção de carne de qualidade, as melhores opções de touros taurinos adaptados são:

  • Senepol, Caracu e Bonsmara: Vão muito bem com matrizes zebuínas, pois criam animais meio-sangue com carne macia. Quanto mais taurino o sangue do animal, maior a chance de ele ter uma carne macia e com maior marmoreio.
  • Santa Gertrudis e Canchim: São excelentes para um cruzamento terminal. Eles produzem animais de grande porte, com bois e fêmeas muito pesados para o abate, resultando em um alto rendimento de carcaça.
  • Brangus e Braford: São bimestiços que vêm de raças inglesas de menor porte, o que gera animais mais equilibrados ao cruzar com o Nelore. As fêmeas resultantes também são uma boa base para futuras matrizes, pois já possuem rusticidade e aptidão leiteira.

A oportunidade da inseminação artificial

Diagnóstico de gestação em bovinos durante curso de inseminação artificial. Foto: Bruno Pena/Embrapa Acre
Diagnóstico de gestação em bovinos durante curso de inseminação artificial. Foto: Bruno Pena/Embrapa Acre

Se o pecuarista optar pela inseminação artificial, as opções se ampliam e a qualidade da carne pode ser ainda mais elevada. A recomendação de Alexandre Zadra é usar sêmen de raças britânicas como:

  • Angus ou Hereford: Essas raças produzem uma carne espetacular. As fêmeas meio-sangue resultantes (Angus x Nelore, Hereford x Nelore) são uma excelente base para serem usadas como matrizes na fazenda, pois combinam a rusticidade do zebu com a qualidade da carne do taurino.

Para Paulo Ormond, que já tem uma base de matrizes Nelore e Tabanel, o cruzamento com Santa Gertrudis é uma opção excelente para um cruzamento terminal.

O Santa Gertrudis fará animais de grande porte, com potencial de ganho de peso e de carcaça, o que é fundamental para o mercado de carne premium.



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