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Trump diz que pode reduzir tarifas contra a China, mas impõe condições

Trump diz que pode reduzir tarifas contra a China, mas impõe condições


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que pode reduzir tarifas sobre produtos chineses, mas impôs condições à medida. Entre elas estão a retomada das compras de soja pela China “nos volumes de antes” e o fim do envio de fentanil — droga sintética — ao território americano.

As declarações foram dadas a bordo do avião presidencial, o Air Force One, durante viagem oficial.

Relação com a China e política externa

Trump disse manter uma “boa relação” com o presidente chinês Xi Jinping, mas reforçou que espera compromissos concretos para considerar mudanças nas sobretaxas impostas a Pequim. O republicano também criticou o que chamou de “jogo das terras raras”, referindo-se à dependência dos Estados Unidos desses minerais estratégicos, amplamente dominados pela China.

Questionado sobre o Oriente Médio, o presidente americano afirmou que o cessar-fogo entre Israel e o Hamas continua em vigor, embora reconheça “ações isoladas” de rebeldes dentro do grupo. Ele disse que os Estados Unidos responderão “de forma dura, porém correta”, caso haja novas violações do acordo.

Aceno à Argentina e impacto no setor agropecuário

Durante a conversa com jornalistas, Trump também comentou a situação econômica da Argentina, dizendo que o país “não está bem” e que Washington avalia medidas de apoio. Entre elas, está a possibilidade de compra de carne bovina argentina para reduzir os preços ao consumidor americano — uma estratégia que, segundo ele, faz parte do esforço para conter a inflação interna.

A alta do preço da carne nos Estados Unidos é atribuída à seca que atinge o Texas, importante região produtora, e à redução das importações do México devido a uma praga nos rebanhos. O republicano tem reforçado a aproximação com o presidente argentino Javier Milei, com quem negocia uma linha de financiamento temporária de até US$ 20 bilhões.

Trump destacou que a ajuda financeira e os acordos comerciais dependerão dos resultados das eleições legislativas argentinas, previstas para os próximos meses.



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