USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Pneumonia bovina: como proteger desempenho e eficiência no confinamento

Pneumonia bovina: como proteger desempenho e eficiência no confinamento

Em artigo analítico, médico veterinário fala sobre o tratamento da doença e como criador pode evitar que ela comprometa o desempenho | Foto: Feedfood
Viktor Abel (*)

No confinamento moderno, cada detalhe impacta diretamente a rentabilidade, mas um fator ainda compromete silenciosamente os resultados, a Doença Respiratória Bovina (DRB).

Considerada uma das principais causas de perdas produtivas em sistemas intensivos, a pneumonia bovina vai muito além do custo do tratamento, o verdadeiro prejuízo está na performance que nunca se recupera.

Quando um animal desenvolve DRB, o primeiro efeito é fisiológico, o animal reduz o consumo de matéria seca, aumenta o gasto energético para manutenção e ocorre o comprometimento da eficiência metabólica. Mesmo após a recuperação clínica, muitos animais não conseguem recuperar o desempenho esperado e o reflexo final é direto, levando ao menor ganho médio diário (GMD), a pior conversão alimentar e a redução de arrobas produzidas.

Um dos conceitos mais críticos e pouco mensurados é o de “dias de cocho perdidos”. Animais com desconforto respiratório reduzem o consumo por vários dias. Esse déficit se acumula ao longo do ciclo, compromete o ganho de peso e afeta o desempenho por semanas. Cada dia sem consumo pleno é um dia de perda produtiva que dificilmente será recuperado.

A vacinação é uma das ferramentas mais importantes no controle da DRB, mas existe um ponto crítico de entendimento: vacinar não é impedir a doença, é reduzir o impacto dela.

Soluções como a Biopoligen HS estimulam a resposta imunológica contra os principais agentes respiratórios, como Mannheimia haemolyticaPasteurella multocidaHistophilus somni, IBR e BVD, gerando como resultados um menor acometimento pela enfermidade, uma menor severidade dos quadros, menos lesões pulmonares e maior preservação de desempenho.

As primeiras semanas no confinamento representam o período mais crítico. Fatores como transporte, mudança de ambiente e mistura de lotes aumentam significativamente a vulnerabilidade dos animais. É nesse momento que a prevenção define o resultado final.

A resposta imunológica também está diretamente ligada ao estado nutricional do animal. A suplementação estratégica com minerais e vitaminas como Kit Adaptador (MIN + VIT) fornece elementos essenciais, esses nutrientes atuam na imunidade e na adaptação metabólica, auxiliando na redução da vulnerabilidade no período crítico.

Contudo, nem todo lote é igual e tratar todos da mesma forma é um erro comum.

A avaliação de risco deve considerar o número de origens dos animais, histórico sanitário, tempo e distância de transporte e condição corporal na chegada. Essa análise permite ajustar protocolos e aumentar a assertividade das intervenções.

Em lotes de alto risco, soluções para reduzir a pressão bacteriana no período inicial de adaptação podem ser utilizadas de forma estratégica, sempre baseadas em diagnóstico de risco e não como rotina indiscriminada.

Mesmo com prevenção estruturada, casos clínicos podem ocorrer, e aqui existe uma regra clara, quanto mais cedo o tratamento, menor o impacto produtivo.

O uso de antimicrobianos eficazes, associado ao controle com anti-inflamatórios, permite a redução da progressão das lesões, um retorno mais rápido ao consumo e um menor impacto no desempenho final.

A Biogénesis Bagó atua com uma abordagem completa no controle da DRB, integrando vacinação estratégica, suplementação nutricional estratégica, classificação de risco e protocolos terapêuticos eficientes. O foco não é apenas tratar, é preservar performance.

No confinamento, cada dia conta. Cada quilo conta. Cada arroba conta.

E a pergunta que define o resultado é simples, sua operação está tratando a doença ou evitando que ela comprometa o desempenho?

*Viktor Abel é médico-veterinário e coordenador de Território Pecuarista em Goiás da Biogénesis Bagó | Foto: Divulgação

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Em debate agregação de valor à proteína no Fórum sobre bem-estar animal

Da Redação As perspectivas e os desafios da cadeia de produção de proteína animal no Brasil serão tema do Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal – Alinhando Propósito, Mercado e Performance. O evento inédito trará debates em torno da dinâmica de mercado e da cadeia, credibilidade, agregação de valor ao produto e o olhar dos agentes financeiros sobre o tópico em seus painéis. Organizado pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) e por sua idealizadora, a Produtor do Bem Certificação, o evento ocorre no dia 7 de maio no Radisson Blue, em São Paulo (SP). A abertura do Fórum terá como tema “Estratégia, política e o

O Estado como indutor: A mão pública na retomada do Agro

Cleber Barbosa, da Redação A retomada do setor agropecuário no Amapá não é um movimento espontâneo da natureza; é o resultado direto de uma engrenagem política e administrativa que finalmente começou a girar. Por muito tempo, o setor produziu “apesar” do Estado. Hoje, começamos a ver uma mudança de paradigma: o poder público assume o papel de facilitador, criando o ambiente necessário para que quem planta, cria e colhe possa prosperar com segurança. O protagonismo do poder público nesta nova fase fundamenta-se em três pilares estratégicos que estão mudando a cara do campo: 1. A Desburocratização e a Inclusão Jurídica O passo mais corajoso do

Hábito do produtor no final de ciclo prejudica produtividade do milho safrinha

Da Redação Na reta final do ciclo do milho safrinha, o desenvolvimento da espiga define a rentabilidade da safra. Nesse cenário, um hábito comum no campo coloca o potencial produtivo em risco: o agricultor costuma reduzir os investimentos na nutrição da planta ao se aproximar da fase reprodutiva e do enchimento de grãos, fazendo com que a produtividade caia de forma silenciosa. Enquanto esse comportamento ainda se faz muito presente no setor, fatores como o excesso de luz, a falta de água e o ataque de pragas continuam atuando na cultura até o último momento. O gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen

Amapá capacita produtores e impulsiona geração de renda no Vale do Jari

Da Redação O Governo do Amapá realizou, entre os dias 15 e 17 de abril, o curso de Produção de Derivados da Castanha-do-Brasil na Comunidade da Padaria, em Laranjal do Jari. A iniciativa faz parte da política estadual de fortalecimento da agricultura familiar, com foco na qualificação técnica, agregação de valor aos produtos regionais e promoção do desenvolvimento sustentável. A capacitação foi ministrada pela extensionista social e economista doméstica, Fátima Marizia Nascimento, com o apoio do Núcleo Municipal de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e da Coordenadoria Regional do Instituto de Extensão de Assistência Técnica e Rural do Amapá (Rurap). A ação reforça a

Endividamento: “Ou agimos ou o agro brasileiro vai parar”, diz especialista

Por Maurício Buffon O Agro Brasileiro no limiar de uma nova securitização O agronegócio brasileiro, motor que sustenta o PIB e a balança comercial do país, atravessa hoje um paradoxo perigoso. Após décadas de crescimento sustentado pela tecnologia de ponta, pela explosão da demanda asiática e pela verticalização através dos biocombustíveis, o setor enfrenta uma crise de liquidez que remete aos tempos sombrios da década de 1990. Se no passado o “choque de oferta” transformou solos pobres em celeiros do mundo, hoje o choque é de custos e de clima, exigindo uma resposta institucional tão robusta quanto foi a securitização de 30 anos atrás. O

Fertilizantes disparam até 63% e levam troca do agricultor ao pior nível em anos

Da Redação A escalada dos preços dos fertilizantes no mercado internacional, impulsionada pela eclosão do conflito no Oriente Médio, tem deteriorado de forma significativa as relações de troca do agricultor brasileiro. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, em um cenário de forte dependência de importações, o Brasil sente de maneira direta os impactos desse choque externo, com valorização expressiva dos insumos no mercado doméstico. Entre os nitrogenados, o avanço é ainda mais acentuado. Desde o início do conflito, os preços CFR da ureia subiram cerca de 63% no país. No mesmo período, o sulfato de amônio (SAM) acumula alta próxima de

Carreta do Sebrae leva atentimentos a produtores no interior do Amapá

 Isabel Ubaiara / De Itaubal-AP A Carreta Empreendedora do Sebrae no Amapá encerrou sua passagem por Itaubal neste fim de semana, com a capacitação de 200 empreendedores. Realizada entre os dias 24 e 27 de março, a ação itinerante levou aos participantes acesso a palestras, oficinas práticas e temáticas, atendimentos empresariais, visitas técnicas e consultorias. Também participou a Unidade de Atendimento Coletivo –Agronegócio e Indústria, por meio do Projeto de Desenvolvimento da Cadeia de Produção Animal do Sebrae, com a gestora Ariela Paiva. Para o coordenador estadual do projeto Sebrae Itinerante, Marcelo Modesto, o principal objetivo foi aproximar o conhecimento de quem mais precisa. “O

Gestão inteligente de combustíveis reduz perdas e amplia controle operacional nas fazendas

Cleber Barbosa, da Redação O agronegócio brasileiro deve movimentar cerca de R$ 1,37 trilhão em 2026, segundo projeção do Ministério da Agricultura e Pecuária para o Valor Bruto da Produção (VBP). Desse total, aproximadamente R$ 895 bilhões devem vir das lavouras. Em um setor dessa dimensão, cada item de custo impacta diretamente a rentabilidade, incluindo o diesel, que está entre os principais componentes das despesas operacionais nas propriedades altamente mecanizadas. Em fazendas de médio e grande porte, os gastos com combustível, lubrificantes, manutenção e operação de máquinas podem alcançar cifras milionárias ao longo de uma safra. Diante desse cenário, controlar o consumo de combustível deixa de ser

Franquia: Belgo Cercas inaugura sua primeira loja em Macapá

Cleber Barbosa, da Redação A Belgo Arames inaugurou nesta quarta-feira (25) uma loja da Belgo Cercas em Macapá, a primeira do estado, ampliando a presença da franquia especializada em cercamentos urbanos na região Norte do país. A unidade está localizada na Rua Claudomiro de Moraes, 1399, no Conjunto Laurindo Bahia, no bairro Novo Buritizal. Na loja física, serão disponibilizados mais de 200 produtos, como gradis, arames, alambrados, telas e portões sob medida. A unidade atenderá clientes da construção civil, indústrias, produtores rurais e consumidores do varejo, com foco em soluções completas para cercamentos. Além dos produtos, a Belgo Cercas oferece consultoria especializada para avaliação e

Mel produzido no Amapá ganha força como símbolo de qualidade e resistência

Da Redação No coração da Amazônia amapaense, entre áreas de floresta preservada e comunidades rurais que resistem com trabalho, tradição e esperança, a produção de mel vive um novo tempo, mais produtivo, mais organizado e, sobretudo, mais humano. Com incentivo do Governo do Amapá, nos municípios de Porto Grande e Itaubal, agricultores ligados à cooperativa Coopermel Amapá experimentam uma transformação concreta que vai além da técnica, promovendo uma verdadeira mudança de vida. O ponto de virada começou com a chegada de kits de produção, compostos por equipamentos modernos para o manejo das colmeias, extração e armazenamento do mel. O que antes era feito de forma