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Telefônica Brasil amplia foco em receita média por CPF no 1º trimestre

Telefônica Brasil amplia foco em receita média por CPF no 1º trimestre


A Telefônica Brasil, controladora da Vivo, informou nesta segunda-feira (11) que está concentrando sua estratégia comercial no aumento da receita média por CPF. Segundo o presidente da companhia, Christian Gebara, o objetivo é ampliar a venda de mais de um serviço para a mesma base de clientes, combinando internet móvel, internet fixa, produtos digitais e aparelhos. A empresa passou a divulgar esse indicador de forma consolidada em seus balanços.

No primeiro trimestre de 2026, a receita média por CPF alcançou R$ 67,2 por mês, ante R$ 62,9 por mês no início de 2025. O avanço foi de 6,8% no período, segundo dados apresentados pela empresa. Até então, a Telefônica divulgava indicadores separados para os segmentos móvel e fixo, sem consolidar o resultado por cliente.

Durante entrevista coletiva, Gebara afirmou que o indicador busca mostrar a capacidade de ampliar a venda de serviços para a mesma base. “Temos como grande foco aumentar o indicador de receita por CPF”, disse o executivo. Segundo ele, a estratégia envolve atrair clientes, reter a base e elevar a oferta de produtos adicionais.

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Um dos principais vetores citados pela companhia é o Vivo Total, pacote que reúne internet móvel e fixa. De acordo com a Telefônica Brasil, esse modelo já responde por 44,7% dos acessos de banda larga, com alta de 7,1 pontos porcentuais na comparação anual. A empresa associa esse movimento à redução de cancelamentos e ao aumento da permanência dos consumidores.

Na frente de serviços digitais, a receita acumulada em 12 meses até março somou R$ 1,9 bilhão, alta de 31,5% sobre os 12 meses anteriores. Desse total, R$ 834 milhões vieram de streaming de vídeo e música, com crescimento de 25%. A empresa também informou que avalia novas soluções de inteligência artificial após incluir a ferramenta Perplexity em parte dos planos pós-pagos.

Outro eixo da estratégia é a vertical de aparelhos. A receita com celulares e eletrônicos atingiu R$ 1,152 bilhão no primeiro trimestre, avanço de 26,6% frente ao mesmo período de 2025.

Fonte: Estadão Conteúdo

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