O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira (12) a escolha do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para a presidência das reuniões de banqueiros centrais de grandes economias de mercado emergentes. Segundo o BIS, o mandato terá duração de dois anos, com início em 1º de setembro. A eleição foi feita pelos presidentes das demais autoridades monetárias participantes.
Conhecido como o “banco central dos bancos centrais”, o BIS reúne autoridades monetárias para discussões técnicas sobre riscos macroeconômicos, estabilidade financeira e condições monetárias globais. No caso das economias emergentes, essas reuniões ocorrem três vezes por ano dentro do calendário regular de encontros da instituição, sediada em Basileia, na Suíça.
Galípolo será o primeiro presidente do BC brasileiro a invadir a presidência desse fórum. Ele substituirá Eddie Yue, executivo-chefe da Autoridade Monetária de Hong Kong. Até a segunda-feira (11), o chefe da autoridade monetária brasileira participava das reuniões bimestrais do BIS em Basileia. Foi nesse encontro que ocorreu a eleição.
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Na prática, a função coloca o Banco Central do Brasil em posição de coordenação dos debates entre emergentes sobre temas como fluxo de capitais, inflação, juros, liquidez internacional e riscos ao sistema financeiro. O BIS não informou mudanças operacionais imediatas na condução da política monetária brasileira em decorrência da escolha.
Do ponto de vista institucional, a nomeação amplia a presença do BC brasileiro em uma instância técnica de articulação internacional. Esse tipo de espaço é usado para troca de informações e avaliação de cenários, mas decisões sobre taxa básica de juros e instrumentos de política monetária continuam sendo tomadas pelos colegiados formais de cada país.
A partir de setembro, Galípolo passará a conduzir três ciclos anuais de reuniões do grupo de emergentes no BIS. Até o momento, não há detalhamento público sobre agenda específica da gestão, além das discussões regulares sobre riscos macroeconômicos e financeiros.
Fonte: Estadão Conteúdo
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