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DoE reduz projeção do Brent para 2026 e eleva estimativa para 2027

DoE reduz projeção do Brent para 2026 e eleva estimativa para 2027


O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) revisou sua projeção para o preço médio do petróleo Brent, com estimativa de US$ 95 por barril em 2026, abaixo dos US$ 96 previstos anteriormente. Para 2027, o órgão passou a projetar média de US$ 79 por barril, acima dos US$ 76 do relatório anterior. Os dados constam no Short-Term Energy Outlook (Steo), divulgado nesta terça-feira (12).

Segundo o DoE, a revisão reflete o aumento das interrupções na produção de petróleo bruto no Oriente Médio desde a edição de abril do Steo. No relatório, a agência informa que trabalha com a hipótese de o Estreito de Ormuz permanecer efetivamente fechado até o fim de maio, com retomada gradual do tráfego de embarcações a partir de junho.

Mesmo com a expectativa de normalização parcial dos fluxos, o departamento avalia que os embarques de petróleo pelo estreito não devem retornar aos níveis anteriores ao conflito até o fim de 2026. Esse quadro levou a uma redução mais forte na projeção para os estoques globais de petróleo.

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A estimativa do DoE agora é de queda média de 2,6 milhões de barris por dia (b/d) nos estoques globais em 2026. No relatório anterior, a previsão era de recuo de 0,3 milhão b/d. Para o segundo trimestre deste ano, o órgão projeta redução média de 8,5 milhões b/d.

Com estoques mais apertados, o DoE estima que o Brent permaneça em torno de US$ 106 por barril em maio e junho. Na sequência, com a expectativa de aumento da produção no Oriente Médio, a projeção é de recuo para média de US$ 89 por barril no quarto trimestre.

Após a descrição do quadro de oferta e estoques, o impacto prático da revisão está na manutenção de um patamar elevado para a commodity no curto prazo, o que tende a influenciar custos de energia, combustíveis e frete em diferentes cadeias produtivas.

Para 2027, o DoE mantém a expectativa de acomodação dos preços, mas em nível acima do estimado anteriormente, condicionado ao ritmo de recomposição da oferta e à normalização logística no Oriente Médio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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