O Governo Federal lançou nesta segunda-feira (11), em Brasília (DF), o Painel de Monitoramento Ambiental de Defensivos agrícolas em Recursos Hídricos. A ferramenta reúne dados produzidos em diferentes regiões do país para ampliar o acompanhamento da presença de ingredientes ativos em rios e ambientes aquáticos. A iniciativa integra ações do Programa Nacional de Redução de Defensivos agrícolas (Pronara).
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a plataforma consolida uma base nacional com mais de 10,4 mil análises feitas em 63 pontos de monitoramento distribuídos em todos os estados. O recorte abrange bacias hidrográficas ligadas a importantes regiões produtoras do país.
Os levantamentos indicaram frequência geral de detecção de 7,2% para defensivos agrícolas em corpos hídricos monitorados. Entre os ingredientes ativos mais detectados estão os herbicidas S-metolacloro, ametrina, tebuthiuron e atrazina. No grupo dos inseticidas, o acefato apresentou maior recorrência. Entre os fungicidas, a azoxistrobina esteve entre as substâncias mais identificadas.
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O estudo também apontou diferenças conforme o uso da terra. Áreas associadas à citricultura registraram maior frequência de detecção, enquanto regiões de pastagem tiveram os menores índices observados.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participou da estruturação metodológica do painel por meio da Embrapa Meio Ambiente. Segundo Robson Barizon, chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da unidade, a principal função da ferramenta é integrar dados antes dispersos e convertê-los em informação aplicável à gestão ambiental.
Já Fábio Kummrow, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirmou que a detecção de um defensivo agrícola não significa, de forma automática, impacto ambiental. De acordo com ele, a maior parte das ocorrências apresentou quociente de risco inferior a 1, embora a combinação entre diferentes substâncias exija avaliação específica.
De acordo com o MMA, a expectativa é que o painel amplie a transparência pública, apoie políticas de prevenção e fortaleça o monitoramento contínuo da qualidade da água. O Pronara prevê expansão das redes de monitoramento ambiental e laboratorial nos próximos anos.
Fonte: embrapa.br
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