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JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026


Foto: Divulgação/JBS.

A JBS reportou uma receita líquida de US$ 21,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, aumento de 11% em comparação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido totalizou US$ 221 milhões de janeiro a março deste ano.

Segundo a companhia, os principais motores por trás desse desempenho foram as operações da JBS Brasil, apoiadas por uma forte demanda global, e o desempenho consistente da Seara nos mercados interno e externo.

“Os resultados demonstram a resiliência da estratégia global multiproteína e multigeográfica da companhia. O desempenho das operações no Brasil e a força de outras unidades de negócio ajudaram a compensar os desafios enfrentados devido ao ciclo do gado na América do Norte”, destaca a empresa, em nota.

Durante o primeiro trimestre de 2026, a JBS reportou um EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão, com uma margem de 5,2%. No mesmo período, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 22,1%.

“No primeiro trimestre de 2026, permanecemos firmemente focados na excelência operacional. Entendemos o ambiente em que operamos e os ciclos naturais de cada proteína, e gerimos o negócio com disciplina e responsabilidade. Por isso, adotamos uma abordagem de austeridade para reforçar a geração de caixa e garantir que extraiamos o valor máximo de nossos ativos e investimentos”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Ele também destacou que o trimestre foi particularmente pressionado pela operação de carne bovina da Companhia nos Estados Unidos.

O consumo de fluxo de caixa durante o trimestre reflete a sazonalidade típica do período, marcada pela concentração de pagamentos a fornecedores. Outro fator que afetou o fluxo de caixa foi o aumento de 20% no Capex em comparação a 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões este ano.

Proteção contra volatilidade

A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em um patamar equilibrado de 2,77x, dentro do intervalo da meta de longo prazo da JBS. De acordo com Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, a posição financeira da companhia oferece proteção contra a volatilidade.

“Executamos nossa estratégia de Liability Management, estendendo o prazo médio de nossa dívida para 15,6 anos, com um custo médio atrativo de 5,7% ao ano e sem vencimentos significativos previstos até 2031”, afirmou.

Segundo ele, essa estratégia disciplinada de alocação de capital proporciona segurança e liquidez para navegar pela volatilidade dos ciclos operacionais, enquanto a JBS continua investindo em expansão.

Unidades de negócio da JBS

JBS Beef North America

A operação de carne bovina nos EUA registrou receita de US$ 7,167 bilhões no primeiro trimestre do ano. O EBITDA foi negativo em US$ 267 milhões, com uma margem de -3,7%. A empresa ressalta que o negócio enfrentou uma “tempestade perfeita”: a menor disponibilidade de gado em meio a uma das fases mais agudas do ciclo pecuário impactou as operações e aumentou ainda mais os custos de aquisição de gado para processamento.

Durante o período, a companhia avançou em ajustes organizacionais e operacionais em sua plataforma de carne bovina nos EUA, com foco na simplificação da estrutura e na melhoria da eficiência em resposta ao ambiente mais adverso.

A iniciativa também reflete um foco mais amplo na captura de sinergias entre os negócios, aumentando as eficiências e fortalecendo ainda mais a plataforma para o desempenho de longo prazo.

Pilgrim’s Pride

Com uma margem EBITDA de 9,9% no primeiro trimestre, a Pilgrim’s Pride também foi impactada por eventos climáticos extremos de inverno. Mesmo assim, a companhia reportou receita líquida de US$ 4,529 bilhões durante o período.

Além disso, a companhia aproveitou a sazonalidade para realizar paradas de manutenção planejadas e modernizar as instalações de produção, melhorando seu mix de produtos para apoiar o crescimento e clientes estratégicos nos próximos meses.

Na Europa, a operação manteve resultados estáveis em comparação ao ano passado, apoiada por seu portfólio equilibrado entre proteínas e ocasiões de consumo. No México, a operação expandiu seu portfólio de marcas em alimentos frescos e preparados.

JBS USA Pork

O negócio de suínos nos Estados Unidos registrou uma margem EBITDA de 13,5% e uma receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 2,032 bilhões.

“Os resultados consistentes refletem a excelência na execução, a forte demanda do consumidor doméstico por proteínas acessíveis e os esforços contínuos para expandir o portfólio de produtos de marca e de valor agregado”, destaca a companhia.

JBS Brasil

Com receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 3,78 bilhões e uma margem EBITDA de 4,4%, a JBS Brasil foi um dos destaques do período. Os resultados foram impulsionados por volumes fortes, apoiados pela demanda global e pela diversificação geográfica dos destinos de exportação.

No mercado interno, a Friboi continua aprofundando as parcerias com clientes-chave e focando na oferta de produtos de valor agregado.

De acordo com o Cepea-Esalq, o preço médio do boi gordo durante o trimestre foi de R$ 338 por arroba, um aumento de 6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Como resultado, apesar da maior receita líquida, a rentabilidade foi pressionada pelos elevados custos do gado, refletindo a forte demanda internacional.

Seara

A Seara registrou uma margem EBITDA de 15,5% no primeiro trimestre do ano. O crescimento sustentado das vendas nas exportações e no mercado interno, que gerou US$ 2,379 bilhões em receita líquida, reflete a disciplina operacional e a excelência comercial.

Mesmo em meio a um ambiente operacional mais desafiador em mercados-chave resultante do conflito no Irã, a companhia manteve seu ritmo de crescimento. A Seara continua investindo pesadamente nos fundamentos de sua marca, com foco na expansão de seu portfólio de valor agregado e na inovação.

JBS Austrália

A operação australiana manteve uma forte execução, reportando uma receita líquida de US$ 2,145 bilhões, sustentada por maiores volumes nos mercados interno e externo, o que compensou os aumentos nos custos do gado de quase 30% nos últimos 12 meses.

A margem EBITDA para o primeiro trimestre de 2026 foi de 6,2%, impulsionada pela execução operacional e maior produtividade, especialmente nos segmentos de salmão e suínos. A desvalorização do dólar australiano frente ao dólar norte-americano impactou a conversão dos resultados para dólares.

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