Os contratos futuros de petróleo encerraram esta quarta-feira (13) em baixa, em um pregão marcado por volatilidade após a divulgação de relatórios sobre oferta e demanda global e dos estoques norte-americanos. O mercado também monitorou a inflação ao produtor acima do esperado nos Estados Unidos e a chegada do presidente Donald Trump a Pequim para uma cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para junho caiu 1,13%, ou US$ 1,16, e fechou a US$ 101,02 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para julho recuou 1,98%, ou US$ 2,14, para US$ 105,63 por barril.
O movimento ocorreu após uma sequência de indicadores relevantes para o mercado. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia sua projeção de crescimento da demanda global por petróleo em 2026. Já a Agência Internacional de Energia (AIE) passou a estimar retração de 420 mil barris por dia na demanda neste ano, ante previsão anterior de queda de 80 mil barris por dia.
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Ao mesmo tempo, a AIE indicou que o fornecimento da commodity pode seguir restrito por meses, mesmo após a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo caíram 4,306 milhões de barris na última semana, recuo superior ao esperado por analistas.
Segundo Konstantinos Chrysikos, da Kudotrade, a baixa desta quarta-feira (13) pode ser interpretada como correção técnica, após três sessões consecutivas de alta até terça-feira (12). Ele afirmou, contudo, que o mercado ainda pode reagir para cima caso o conflito com o Irã se agrave.
Na avaliação de Alex Kuptsikevich, analista da FxPro, os preços não avançaram mais recentemente por conta de fatores de compensação, como estoques globais elevados, sobretudo na China, exportações mais fortes dos Estados Unidos e rotas alternativas de transporte usadas por produtores do Golfo.
No curto prazo, o mercado deve seguir sensível à combinação entre revisões de demanda, nível de estoques, restrições logísticas e desdobramentos diplomáticos entre Estados Unidos e China. Não há, até o momento, indicação adicional no material divulgado sobre novos ajustes formais de produção.
Fonte: Estadão Conteúdo
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