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Boi gordo inicia maio com mercado travado e queda pontual de preços

Boi gordo inicia maio com mercado travado e queda pontual de preços


Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja

O mercado do boi gordo iniciou o mês de maio em ritmo lento, marcado por baixa liquidez e postura cautelosa entre compradores e vendedores. Segundo análise do Cepea, muitos frigoríficos ainda não abriram preços, à espera de maior definição sobre oferta e demanda ao longo da semana.

Em importantes praças pecuárias, como Rio Verde (GO), Cáceres (MT) e Sorriso (MT), a estratégia predominante foi de cautela. Parte das indústrias optou por não divulgar valores, monitorando o comportamento do mercado antes de avançar nas negociações.

Já em Dourados (MS), houve recuo pontual de R$ 5 na arroba do boi gordo, com negócios registrados entre R$ 340 e R$ 350. As escalas de abate na região variam de 7 a 11 dias.

Em Rondônia, o cenário é de disputa. De um lado, frigoríficos pressionam por preços menores; de outro, pecuaristas seguram a oferta, tentando sustentar as cotações. Os negócios giram entre R$ 325 e R$ 330 para o boi macho.

Em Cuiabá (MT), parte das indústrias saiu das compras de machos e passou a priorizar fêmeas, que apresentam preços mais competitivos. Enquanto o boi gordo segue na faixa de R$ 350, as fêmeas são negociadas entre R$ 320 e R$ 325.

No Norte de Minas, a queda na qualidade das pastagens, causada pela estiagem e pelas temperaturas mais elevadas, começa a impactar o mercado. Com menor capacidade de retenção, produtores aumentam a oferta de animais.

As escalas de abate na região ganharam fôlego e avançaram para até 12 dias.

No Rio Grande do Sul, o mercado apresenta maior firmeza. As chuvas recentes ajudaram a manter as pastagens, o que limita a oferta de animais para abate.

As escalas seguem curtas, em torno de até quatro dias, enquanto os preços variam entre R$ 22,63 e R$ 25,30 por quilo de carcaça.

Consumo enfraquece e pressiona atacado

No atacado da carne bovina, especialmente na Grande São Paulo, o consumo mostra sinais de enfraquecimento. Após a alta registrada no último mês, o consumidor final tem dificuldade para acompanhar os preços.

Com isso, a carcaça casada do boi registrou leve queda de 0,11% no início de maio, sendo negociada, em média, a R$ 25,52 o quilo à vista.

O início do mês indica um mercado ainda em ajuste, com agentes testando preços e avaliando o comportamento das pastagens e do consumo.

A tendência, segundo o Cepea, é de atenção redobrada nos próximos dias, à medida que o mercado busca maior equilíbrio entre oferta e demanda.

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