A transição entre o fim da seca e a chegada das chuvas é um momento crucial para o manejo do pasto. Segundo o zootecnista Edmar Peluso, as decisões tomadas nesse período podem influenciar diretamente o potencial de produção da fazenda ao longo do período chuvoso.
Com o retorno das chuvas, as forrageiras aceleram o crescimento, mas o produtor precisa preparar a pastagem para aproveitar esse potencial. Peluso explica que o pasto deve chegar ao início das águas com uma altura mais baixa do que a normalmente mantida durante o período chuvoso, mas sem estar excessivamente raspado ou degradado.
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Importância do manejo no fim da seca
A recomendação está relacionada à capacidade de rebrota da planta. Um pasto com excesso de palha e talos pode ter mais dificuldade para responder rapidamente às primeiras chuvas. Já uma pastagem adequadamente rebaixada favorece o perfilhamento, formando novas unidades produtivas da planta.
“Se eu tenho um pasto, como que ele tem que ser? Um pouco mais baixo do que aquela altura de águas, não batido, mas um pouco mais baixo, sem excesso de palha, sem excesso de talo”, afirmou Peluso.
De acordo com o especialista, o manejo realizado no fim da seca pode fazer com que a propriedade tenha pasto verde mais cedo após o início das chuvas. Com maior número de perfilhos, a planta produz mais folhas e aumenta sua capacidade de suporte.
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Adequação da taxa de lotação
Peluso estima que um pasto bem manejado pode apresentar até trinta dias de antecipação na disponibilidade de forragem verde, em comparação com uma área que chega às chuvas passada, com excesso de estrutura velha. A consequência é uma maior janela de produção, favorecendo o ganho de peso e a produção de arrobas por hectare.
“Quanto mais perfilho eu tenho, mais folha eu tenho. Então esse pasto estando mais baixo, ele já vem perfilhando e você acaba tendo pasto verde 30 dias antes do que um pasto passado depois começou a chover”, disse Peluso.
Outro ponto fundamental na chegada das chuvas é adequar a taxa de lotação. O cuidado é especialmente importante porque o rebrote inicial ainda apresenta menor vigor do que uma pastagem estabelecida no pico das águas. Nesse período, o gado não deve consumir o rebrote de forma excessivamente precoce.
Planejamento forrageiro e adaptação
Para Peluso, o manejo da seca e das águas estão diretamente conectados. A condução adequada durante as águas ajuda a preparar a pastagem para atravessar a seca com melhor estrutura. A preparação antecipada é essencial diante da possibilidade de mudanças climáticas, funcionando como uma reserva de segurança para momentos em que a chuva demora a chegar.
O especialista defende a aplicação de conceitos de rotação para aumentar a eficiência de colheita do pasto, controlando o momento de entrada e saída dos animais. O desempenho animal, segundo Peluso, não depende apenas da oferta de forragem, mas também da nutrição, que deve considerar pasto, suplemento e água.
“A nutrição do animal é pasto, é o suplemento e é a água. Então a gente tem que gerenciar esses três fatores”, ressaltou Peluso.
Para garantir a oferta de alimento, o planejamento forrageiro deve ser feito antes que a necessidade apareça. O objetivo final do manejo é transformar a forragem produzida em desempenho animal e, consequentemente, em maior produção por hectare, integrando pastagem, carga animal e suplementação.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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