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Juros futuros sobem com dados do varejo, medidas fiscais e ruído no cenário eleitoral

Juros futuros sobem com dados do varejo, medidas fiscais e ruído no cenário eleitoral


As taxas dos juros futuros fecharam em alta nesta quarta-feira (13), em um pregão marcado por pressão concentrada no cenário doméstico. Depois de abrirem com elevação inferior a 10 pontos-base, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) ganharam força ao longo da sessão com a divulgação de vendas no varejo acima do esperado, a retirada do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 e novos anúncios com impacto fiscal.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 passou de 14,108% no ajuste anterior para 14,21%. O contrato para janeiro de 2029 subiu de 13,764% para 14,05%. Já o DI para janeiro de 2031 avançou de 13,816% para 14,11%.

Pela manhã, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou alta de 0,5% nas vendas do varejo restrito em março ante fevereiro. O resultado veio acima da expectativa de 0,1%. No varejo ampliado, a alta foi de 0,3%, próxima da mediana de 0,2% apurada pelo Projeções Broadcast.

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Segundo agentes de mercado citados no material-base, o movimento também incorporou a retirada do imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 e a repercussão de medidas de subvenção para gasolina e diesel. O governo federal estima custo mensal de R$ 272 milhões para cada R$ 0,10 de subsídio no litro da gasolina e de R$ 492 milhões para cada R$ 0,10 no diesel.

Valter Filho, gestor de renda fixa da Lifetime Gestora de Recursos, afirmou que a pressão na curva refletiu uma conjuntura de fatores que elevou os prêmios de risco. De acordo com ele, o foco do mercado nesta sessão se deslocou do ambiente externo para os temas internos.

Na prática, a alta dos DIs eleva a referência para financiamento, crédito e custo de captação, além de indicar maior cautela dos investidores com inflação, atividade e percepção de risco no horizonte.

O comportamento da curva de juros nos próximos pregões deve seguir sensível a novos dados de atividade, ao detalhamento das medidas fiscais e ao ambiente político. No exterior, o índice de preços ao produtor dos Estados Unidos (PPI) também permaneceu no radar, mas, nesta sessão, os gatilhos predominantes foram domésticos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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