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Qualicorp registra lucro líquido ajustado de R$ 19,2 milhões no primeiro trimestre

Qualicorp registra lucro líquido ajustado de R$ 19,2 milhões no primeiro trimestre


A Qualicorp informou nesta quarta-feira (13) lucro líquido ajustado de R$ 19,2 milhões no primeiro trimestre de 2026. O valor representa alta de 86,6% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado por ganhos de eficiência operacional e corte de despesas fixas, mesmo com recuo da receita líquida e redução da base de vidas administradas.

No período de janeiro a março, a receita líquida somou R$ 333,0 milhões, queda de 6,6% na comparação anual. De acordo com a empresa, o recuo foi influenciado principalmente pela diminuição de vidas na carteira administrada, após a descontinuação de operações de determinadas operadoras no quarto trimestre de 2025.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 136,7 milhões no trimestre, com retração de 2,7% ante o primeiro trimestre do ano anterior. Apesar disso, a margem Ebitda ajustada avançou 1,7 ponto porcentual, para 41,1%, sinalizando maior eficiência na operação.

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Na estrutura de capital, a dívida líquida encerrou março em R$ 777,9 milhões, queda de 8,8% na comparação anual. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, permaneceu em 1,34 vez, estável em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Já o fluxo de caixa livre recorrente atingiu R$ 126,3 milhões, com redução de 11,3% na mesma base de comparação. Na prática, os números indicam que a melhora do lucro veio mais do controle de custos e da rentabilidade operacional do que da expansão da receita.

A companhia também citou efeitos de desafios operacionais enfrentados no fim de 2025. No entanto, não detalhou, no material informado, o número atualizado de vidas administradas nem o impacto individual de cada operadora descontinuada sobre o trimestre.

Os dados do primeiro trimestre mostram uma operação com margem mais alta e menor endividamento líquido, mas ainda pressionada pela redução de receita. O acompanhamento dos próximos resultados deve indicar se a recomposição da base administrada será suficiente para sustentar o desempenho operacional ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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