O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira, afirmou nesta sexta-feira (15) que o apoio do governo federal ao fim da escala 6×1 não representa falta de atenção ao empresariado. A declaração foi feita durante a “Semana S”, evento promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), após questionamento de um empresário presente na plateia.
Ao responder à manifestação, Pereira disse discordar da avaliação de que a posição do governo sobre a jornada de trabalho indicaria desinteresse pelos empresários e pequenos empreendedores. Segundo o ministro, a trajetória dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu medidas voltadas à atividade empresarial, como a criação do Simples e do Microempreendedor Individual (MEI).
O ministro afirmou ainda que não pretendia levar o tema para o debate político no evento, mas declarou que, por representar o governo federal, considerou necessário responder à provocação feita durante o encontro.
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Na fala, Pereira também associou mudanças anteriores na legislação trabalhista e no ambiente econômico ao avanço da atividade produtiva brasileira. Ele afirmou que, nesse processo, o país deixou de invadir a 71ª posição para chegar à 6ª economia do mundo e ampliou sua pauta exportadora, passando a vender ao exterior não apenas café, mas também aviões.
O debate sobre o fim da escala 6×1 envolve discussão sobre regras de jornada e possíveis efeitos sobre custos operacionais, organização do trabalho e produtividade, pontos centrais para comércio, serviços e pequenos negócios. No evento, porém, não foram detalhadas propostas legislativas específicas nem apresentados números sobre impacto econômico da eventual mudança.
Ao final da programação, o vice-presidente da FecomercioSP, Rubens Medrano, disse ao ministro que a entidade não adota bandeira ideológica, não é contrária ao fim da escala 6×1 e defende o bem-estar do trabalhador, mas avalia que a discussão deveria ocorrer em outro formato.
A discussão tende a permanecer no centro do debate entre governo, setor produtivo e representantes do trabalho, especialmente se houver avanço de propostas formais sobre jornada. Sem detalhamento técnico apresentado no evento, a avaliação de impacto econômico depende da tramitação e do conteúdo das medidas que vierem a ser debatidas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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