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Com frigoríficos fora das compras, negociações no mercado do boi gordo seguem lentas

Com frigoríficos fora das compras, negociações no mercado do boi gordo seguem lentas


Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo começou a semana em ritmo lento, com poucos negócios e pressão sobre os preços dos animais para abate. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), muitos frigoríficos permaneceram fora das compras nesta segunda-feira (18), sustentados por escalas abastecidas com animais de contratos e produção própria.

De acordo com o levantamento, a postura mais cautelosa costuma ser comum nas segundas e sextas-feiras, mas o mercado pode ganhar mais movimentação ao longo desta terça-feira (19).

Com as indústrias abastecidas, as escalas de abate seguem confortáveis em boa parte do país, variando entre uma semana ou mais. Esse cenário continua limitando reações nos preços da arroba.

Pecuaristas resistem, mas clima interfere nas negociações

Do lado dos produtores, parte dos pecuaristas ainda tenta segurar as vendas em busca de melhores ofertas dentro das próprias regiões. Outros preferem negociar apenas o mínimo necessário.

Além disso, as mudanças climáticas em algumas regiões também têm influenciado o ritmo das negociações no mercado físico.

Apesar da pressão predominante no país, algumas praças seguem descoladas do cenário nacional. No Pará, por exemplo, os preços do boi gordo continuam firmes, com negócios entre R$ 335 e R$ 345 por arroba. As escalas de abate no estado variam entre três e oito dias.

Rondônia também apresenta um mercado mais ajustado, com preços entre R$ 330 e R$ 335 por arroba e escalas ainda mais curtas, entre dois e cinco dias.

Carne bovina perde força no atacado

No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carne bovina voltou a registrar queda nos preços. Segundo o Cepea, todos os cortes com osso apresentaram recuo nesta segunda-feira.

A ponta de agulha liderou as perdas, com baixa próxima de 1% no dia. Com isso, a carcaça casada bovina teve média à vista de R$ 25,06 por quilo, recuo de 0,57%.

Segundo agentes do setor, a demanda não chega a ser considerada fraca, mas já apresenta desaceleração em relação ao ritmo observado na semana passada.

Boi magro acompanha queda da arroba

Na reposição, os preços do boi magro também seguem pressionados em São Paulo. A desvalorização da arroba do boi gordo acabou puxando para baixo as cotações da categoria.

Na comparação semanal, o boi magro registrou queda de 1,9%.

Enquanto isso, o Indicador Cepea/Esalq do boi gordo paulista fechou a segunda-feira com média à vista de R$ 345,30 por arroba.

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