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Frete marítimo de grãos nos Estados Unidos atinge maior nível em quase quatro anos

Frete marítimo de grãos nos Estados Unidos atinge maior nível em quase quatro anos


As tarifas de frete marítimo para embarques de grãos nos Estados Unidos alcançaram os maiores níveis em quase quatro anos, segundo relatório semanal de transporte de grãos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana encerrada em quarta-feira (14), o custo de envio do Golfo dos EUA para o Japão chegou a US$ 72,00 por tonelada, enquanto a tarifa do Noroeste Pacífico para o mesmo destino atingiu US$ 37,25 por tonelada.

De acordo com o USDA, o valor do frete a partir do Golfo foi o mais alto desde julho de 2022. Já a tarifa do Noroeste Pacífico alcançou o maior patamar desde agosto de 2022. Desde 1º de janeiro, o frete do Golfo acumulou alta de 44%, enquanto o do Noroeste Pacífico avançou 41%.

O relatório atribui a elevação à demanda aquecida por commodities transportadas a granel seco, como carvão, minério de ferro e grãos. Esse movimento amplia a disputa por navios no mercado internacional e pressiona os custos logísticos.

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Outro fator citado foi o preço do combustível marítimo. Em quinta-feira (15), o óleo combustível de muito baixo teor de enxofre, conhecido pela sigla em inglês VLSFO, foi cotado em US$ 919 por tonelada. Embora abaixo do pico de US$ 1.053 por tonelada registrado em 20 de março, o valor permanece acima dos US$ 538 observados em 27 de fevereiro.

A elevação do frete nos Estados Unidos altera a estrutura de custo de exportação de grãos e pode influenciar a competitividade entre origens no comércio internacional, especialmente em rotas para a Ásia. O relatório do USDA, no entanto, não detalha efeitos diretos sobre fluxos de embarque por produto nem apresenta estimativas adicionais para as próximas semanas.

No curto prazo, o comportamento das tarifas seguirá condicionado à demanda global por granéis secos e ao custo do bunker marítimo. Sem novos dados do USDA sobre volumes embarcados ou redistribuição de rotas, a extensão do impacto sobre o comércio global de grãos ainda depende da evolução desses dois fatores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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