O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil respondeu sem retaliação ao aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e comparou a reação brasileira à adotada pela Europa. A declaração foi dada em entrevista à revista francesa Le Grand Continent, durante agenda em Paris no início da última semana, paralelamente à Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G7. Segundo ele, o Brasil chegou a enfrentar tarifa total de 50% sobre seus produtos.
Na entrevista, Durigan afirmou que o país foi submetido a uma tarifa de 10% aplicada de forma global, somada a 40% adicionais, totalizando 50%. Segundo o ministro, a estratégia brasileira foi rejeitar a medida e sustentar posição diplomática e política, sem impor contramedidas comerciais imediatas aos Estados Unidos.
O ministro argumentou que o Brasil mantém déficit comercial com os norte-americanos em áreas como serviços, tecnologia e produtos farmacêuticos. A partir desse quadro, disse que o país poderia ter adotado uma resposta tarifária, mas optou por não seguir esse caminho. Na mesma entrevista, avaliou que a Europa reagiu de forma mais rápida e direta na tentativa de alcançar um acordo com Washington.
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Para o agronegócio e a indústria de base exportadora, o tema tem relevância porque medidas tarifárias alteram competitividade, preços relativos e fluxo de comércio. No material divulgado, porém, não há detalhamento sobre quais produtos brasileiros foram diretamente atingidos, nem sobre eventuais efeitos por cadeia produtiva, como grãos, carnes, açúcar, etanol ou minério.
Durigan também defendeu o multilateralismo e afirmou que o Brasil busca boas relações com diferentes parceiros, mas sem abrir espaço para aumento desordenado de importações de manufaturados. Ao citar a necessidade de agregar valor à produção nacional, mencionou o objetivo de evitar a exportação apenas de matérias-primas não processadas, como minério de ferro, soja e cana-de-açúcar. O ministro ainda relacionou a posição brasileira à agenda de energia limpa e biocombustíveis, em meio às incertezas geopolíticas internacionais.
Sem detalhamento oficial sobre produtos, prazos ou setores afetados pelas tarifas, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos sobre cadeias agroexportadoras. O tema segue relevante porque mudanças no ambiente tarifário internacional podem alterar demanda externa, margens de exportação e decisões de investimento em processamento e agregação de valor no Brasil.
Fonte: Estadão Conteúdo
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