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Focus reduz projeção do dólar para R$ 5,17 no fim de 2026

Focus reduz projeção do dólar para R$ 5,17 no fim de 2026


A mediana das projeções do mercado para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC). Os dados foram publicados nesta segunda-feira (25), com base nas estimativas de instituições financeiras consultadas pela autoridade monetária. Um mês antes, a projeção para 2026 estava em R$ 5,25.

O levantamento também mostrou mudança no recorte mais sensível às informações recentes. Considerando apenas as 85 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para o dólar no fim de 2026 subiu de R$ 5,10 para R$ 5,20.

Para os anos seguintes, o movimento foi de ajustes moderados. A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 recuou de R$ 5,27 para R$ 5,26. Há quatro semanas, essa estimativa era de R$ 5,35. Para 2028, a projeção passou de R$ 5,34 para R$ 5,30, na quarta queda consecutiva. Já a previsão para 2029 permaneceu em R$ 5,40 pela terceira semana seguida.

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O Banco Central informa que a projeção anual de câmbio do Focus é calculada com base na média da taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, metodologia adotada até 2020.

No ambiente do agronegócio, as projeções para o dólar são acompanhadas porque a taxa de câmbio influencia a formação de preços de produtos exportados, como soja, milho, café, açúcar, carnes e algodão, além de afetar custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e outros insumos com referência internacional. O relatório, no entanto, não detalha impactos setoriais específicos nem traz estimativas segmentadas para cadeias produtivas.

As novas medianas do Focus indicam ajuste pontual nas expectativas de câmbio para os próximos anos, com estabilidade maior no horizonte mais longo. Como o relatório consolida projeções de mercado, e não representa uma meta oficial, o comportamento do dólar seguirá dependente das condições macroeconômicas, da política monetária e do cenário externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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