USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Tarifaço afeta a previsibilidade e o crescimento da economia, avalia ex-diretor da OMC

Tarifaço afeta a previsibilidade e o crescimento da economia, avalia ex-diretor da OMC


Em entrevista ao Canal Rural, o diplomata e ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, avaliou os impactos a longo prazo do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre a economia brasileira. Azevedo destacou que a nova política tarifária de Donald Trump causa um desarranjo significativo na economia global, afetando a previsibilidade dos mercados e gerando incertezas.

“Hoje, o sistema multilateral não está funcionando. As regras da OMC não estão sendo respeitadas. Isso cria um cenário de total imprevisibilidade. O impacto será negativo, tanto nos fluxos de investimento quanto no crescimento econômico, além de gerar pressões inflacionárias. Minha esperança é que, no futuro, haja algum tipo de acomodação que leve a uma estabilidade sem uma ruptura tão drástica”, afirmou Azevedo.

Ele também ressaltou que, embora os efeitos no valor agregado da economia brasileira possam não ser tão visíveis em termos absolutos, o impacto setorial será muito mais forte. “O efeito será mais evidente em setores específicos, principalmente em indústrias que dependem 100% das exportações para os Estados Unidos. São milhares de empregos em risco se essa situação persistir”, afirmou o ex-diretor da OMC.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Azevedo ressaltou que muitos setores da economia brasileira têm uma dependência crucial do mercado norte-americano, e a imposição de tarifas elevadas pode levar a uma desaceleração econômica significativa. “Não vou nomear setores específicos para não ser injusto, mas o impacto será devastador para muitas indústrias”, completou.

Brasil acionou a OMC

Em resposta ao aumento das tarifas impostas pelos EUA, o Brasil acionou formalmente a Organização Mundial do Comércio. A denúncia brasileira foi motivada pelo aumento de tarifas sobre produtos como aço e alumínio, que impactam diretamente a indústria nacional. O governo brasileiro considera essas tarifas como uma violação das regras comerciais internacionais estabelecidas pela OMC.

Apesar de aceitar a consulta solicitada pelo Brasil, os Estados Unidos argumentaram que as tarifas impostas estão relacionadas a questões de segurança nacional, o que complica o processo de resolução no âmbito da OMC. Esse tipo de justificativa é permitido em certas circunstâncias, mas precisa ser bem fundamentada para que seja aceita pelas autoridades internacionais.

A ação do Brasil visa garantir que as regras do comércio global sejam cumpridas, buscando uma solução que proteja os interesses da indústria nacional, sem prejudicar a estabilidade econômica global.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Exportações de carne bovina devem perder fôlego no 3º trimestre, diz Rabobank

Foto: Pixabay Diante do esgotamento iminente da cota de exportação de carne bovina para a China, as atenções se voltam para os impactos no comércio e nos preços. Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), o Brasil já ocupa 65,4% da cota anual estabelecida pelo país asiático, com 723,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e maio. A partir de julho, a tendência é que reste apenas um volume residual disponível para exportação à China. Conforme análise do Rabobank, isso deve provocar uma desaceleração dos embarques brasileiros no terceiro trimestre de 2026, reflexo da elevada concentração das vendas para o mercado chinês. Veja em

Exportações de carne bovina devem apresentar forte queda no 3º trimestre, diz Rabobank

Foto: Pixabay Diante do esgotamento iminente da cota de exportação de carne bovina para a China, as atenções se voltam para os impactos no comércio e nos preços. Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), o Brasil já ocupa 65,4% da cota anual estabelecida pelo país asiático, com 723,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e maio. A partir de julho, a tendência é que reste apenas um volume residual disponível para exportação à China. Conforme análise do Rabobank, isso deve provocar uma forte desaceleração dos embarques brasileiros no terceiro trimestre de 2026, reflexo da elevada concentração das vendas para o mercado chinês. Veja

Rio Grande do Sul avança na rastreabilidade individual de bovinos

O Rio Grande do Sul está avançando na implementação da rastreabilidade individual de bovinos como parte da estratégia para fortalecer a competitividade da pecuária gaúcha. O tema foi apresentado nesta terça-feira (24), em Porto Alegre, pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, durante painel da XXI Jornada NESPro & II Congresso de Criadores. Na mesa-redonda “A rastreabilidade como indutora de oportunidades para a pecuária”, Madalena afirmou que consumidores e mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos alimentos, além de garantias sanitárias e ambientais. Segundo ele, a rastreabilidade reúne esses elementos e representa um novo patamar na gestão

TCU retira de pauta denúncia sobre o RenovaBio

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) retiraram de pauta nesta quarta-feira (24) o processo de denúncia sobre eventuais irregularidades no desenho e na execução da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). O caso tem como relator o ministro Jorge Oliveira e seria analisado na sessão da Corte realizada em Brasília. A denúncia em análise no TCU tem foco no mercado de créditos de descarbonização (CBIOs), um dos eixos do RenovaBio. A retirada do processo da pauta adia a deliberação do colegiado sobre o tema. A apuração está sob responsabilidade da Unidade de Auditoria Especializada em Petróleo, Gás Natural e Mineração (AudPetróleo), área técnica

Relatoria de projeto sobre dívidas rurais fica com Afonso Hamm na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a manutenção do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) como relator do projeto de lei da renegociação das dívidas rurais (PL 5122/2023). A definição foi comunicada em reunião com a diretoria da bancada, na terça-feira (23), em Brasília. A data para apreciação do texto, porém, segue indefinida. Segundo relatos apresentados à bancada agropecuária, Motta argumentou que a manutenção do relator segue a praxe da Casa. Hamm já exercia a relatoria do projeto na Câmara antes do avanço da proposta ao Senado. A FPA havia pedido ao presidente da Câmara que

Brasil já ocupa 65,4% da cota anual de carne bovina exportada à China

As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China avançaram nos cinco primeiros meses de 2026 e já consumiram 65,4% da cota anual disponível ao país. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 723.745 toneladas ao mercado chinês, segundo dados do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O volume mantém o país na liderança entre os fornecedores da proteína ao destino asiático. A cota brasileira para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas. O volume já embarcado ao longo dos cinco primeiros meses do ano representa mais da metade desse limite e corresponde a

Crédito fundiário ganha critérios para individualização de dívidas

O Governo do Brasil definiu critérios para a individualização de dívidas do crédito fundiário. A regulamentação foi apresentada como uma forma de avançar na regularização de famílias que tiveram processos travados pela inadimplência de terceiros em contratos coletivos. Com a medida, agricultores e agricultoras com contratos adimplentes poderão concluir seus processos. Entre as ações regulamentadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional do Ministério da Fazenda estão a individualização física dos lotes, o desmembramento em cartório, a migração da hipoteca, o reconhecimento da fração da dívida, o cancelamento da dívida coletiva, a criação de inscrições individuais e a definição de valores proporcionais. Segundo o Ministério do Desenvolvimento

Boi gordo acumula mais de 2% de queda em junho, aponta Cepea

Foto: Lorran Lima/Idaf O mercado do boi gordo manteve o ritmo lento na terça-feira (23), e o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 340,50 por arroba, acumulando queda de 2,63% em junho. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa liquidez continua predominando, com compradores pressionando as cotações e pecuaristas resistindo às ofertas mais baixas. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Em São Paulo, principal praça pecuária do país, as negociações seguem pressionadas. A maior parte dos negócios foi fechada entre R$ 340 e R$ 345 por arroba,

Lula participa de entrega de títulos no Assentamento Itamarati e de reformas em aeroportos de MS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quinta-feira (25), em Ponta Porã (MS), de duas agendas oficiais: a entrega de títulos de domínio a famílias do Assentamento Itamarati, às 12h40 no horário local, e a entrega das reformas de três aeroportos de Mato Grosso do Sul, às 16h20. As ações integram o Programa Terra da Gente e o Novo PAC. No Assentamento Itamarati, uma das maiores experiências de reforma agrária do país, serão anunciadas medidas que incluem a entrega de títulos de domínio a famílias assentadas. A cerimônia terá participação da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli. O assentamento abrange

Comissão de Orçamento aprova audiências sobre financiamento e pauta agropecuária

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou, na terça-feira (23), requerimentos para a realização de 23 audiências públicas. Entre os temas previstos estão o financiamento das pastas ministeriais e discussões sobre propostas voltadas ao fortalecimento do setor agropecuário, no contexto do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) e do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). A CMO deverá receber ministros de 15 áreas: Esporte; Meio Ambiente; Defesa; Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Minas e Energia; Cidades; Agricultura; Desenvolvimento Regional; Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Casa Civil; Planejamento; Justiça e Segurança Pública; Secretaria de Relações Institucionais; Desenvolvimento e Assistência Social; e Educação. No