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Dólar perde força com fluxo comercial e oscila perto de R$ 5,01

Dólar perde força com fluxo comercial e oscila perto de R$ 5,01


O dólar abriu em alta nesta terça-feira (26), mas passou a testar queda no mercado à vista e marcou mínima de R$ 5,0146 por volta das 9h30. O movimento ocorreu em meio à entrada de fluxo comercial, à valorização de 3% do petróleo Brent e ao aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio, após novos episódios envolvendo Estados Unidos e Irã. No Brasil, investidores também reagiram aos dados de conta corrente, investimento direto e fluxo cambial divulgados pelo Banco Central.

No exterior, a moeda norte-americana recuava frente a divisas fortes e avançava majoritariamente ante outras moedas emergentes ligadas a commodities. Ao mesmo tempo, os juros futuros no Brasil mostravam viés de alta, em um ambiente de cautela com os possíveis efeitos da energia sobre a inflação, embora limitados pela queda dos rendimentos dos Treasuries.

A pressão no mercado também refletia o quadro geopolítico. Segundo relatos divulgados nesta terça-feira (26), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter detectado incursão aérea dos Estados Unidos no Golfo e disse ter derrubado um drone MQ-9. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), por sua vez, informou ter realizado ataques classificados como de autodefesa no sul do Irã. Não há confirmação independente de todos os relatos apresentados pelas partes.

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No cenário doméstico, o Banco Central informou que o déficit em conta corrente somou US$ 1,765 bilhão em abril, acima da mediana das projeções, de saldo negativo de US$ 100 milhões. Em 12 meses até abril, o déficit acumulado chegou a US$ 64,333 bilhões, o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB). Já o Investimento Direto no País (IDP) atingiu US$ 8,912 bilhões no mês, acima da mediana estimada de US$ 5,5 bilhões. Em 12 meses, o IDP totalizou US$ 79,201 bilhões, ou 3,28% do PIB.

O fluxo cambial total do país ficou negativo em US$ 1,462 bilhão em maio, até quinta-feira (21). Nesse resultado, o fluxo financeiro apresentou saída líquida de US$ 6,811 bilhões, enquanto o fluxo comercial registrou entrada de US$ 5,348 bilhões. Para o agronegócio, a oscilação do dólar e do petróleo é um dado relevante porque interfere na formação de preços de exportação, combustíveis, fertilizantes e fretes, embora o efeito final dependa da duração do movimento e da reação dos mercados internacionais.

No curto prazo, a trajetória do câmbio deve continuar sensível à evolução do conflito no Oriente Médio, ao comportamento do petróleo e à entrada de recursos pelo canal comercial. Sem novos dados adicionais sobre exportações setoriais ou repasses de custos, não é possível dimensionar de forma mais precisa os efeitos sobre cadeias específicas do agro.

Fonte: Estadão Conteúdo

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