O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (26), em Brasília, que o Brasil tem "estágio sanitário elevado" e que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) fornecerá à União Europeia as informações necessárias sobre as carnes brasileiras. A declaração foi dada após questionamentos de jornalistas sobre a decisão europeia de retirar o país da lista de exportadores de produtos de origem animal ao bloco, medida anunciada no início de abril e com início previsto para setembro.
Segundo Alckmin, o Brasil está entre os poucos países livres de febre aftosa sem vacinação, condição que, segundo ele, reforça o padrão sanitário nacional. O vice-presidente também afirmou que o Mapa prestará os esclarecimentos solicitados pelas autoridades europeias e disse estar confiante em um entendimento até setembro.
De acordo com o conteúdo informado, a União Europeia quer garantias de rastreabilidade das exportações de carne bovina brasileira para recolocar o país na lista de habilitados. A exigência envolve a capacidade de identificar a origem dos animais e acompanhar o fluxo da produção, ponto central para o controle sanitário e para o atendimento a protocolos de importação.
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A decisão do bloco tem relação direta com o comércio exterior de proteína animal, em especial com a carne bovina, e mobiliza o setor por envolver acesso a um mercado regulado e de alto valor agregado. No material disponível, não foram detalhados volume potencialmente afetado, valores exportados nem a abrangência exata por tipo de produto ou estabelecimento habilitado.
Do ponto de vista técnico, o envio de informações ao bloco europeu é parte do processo de comprovação de conformidade sanitária e documental. Além da condição sanitária do rebanho, a rastreabilidade passou a ser um requisito central nas negociações com compradores internacionais, especialmente em mercados com exigências mais rigorosas de controle e origem.
Até setembro, o ponto central será a capacidade do Brasil de apresentar garantias documentais e sanitárias compatíveis com a exigência europeia. Sem novos dados oficiais sobre cronograma, escopo das exigências e eventual revisão da decisão, não é possível projetar o resultado das tratativas além da expectativa manifestada pelo vice-presidente.
Fonte: Estadão Conteúdo
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