O petróleo encerrou sem direção definida nesta terça-feira (26), em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã após relatos de novos ataques e ameaças no Oriente Médio. Em Londres, o Brent para agosto subiu 3,58%, a US$ 99,58 por barril. Em Nova York, o WTI para julho caiu 2,81%, a US$ 93,89 por barril, no retorno do mercado norte-americano após o feriado de Memorial Day.
Durante a sessão, o Brent chegou a avançar quase 4% e voltou a tocar US$ 100 por barril na máxima intradiária. O movimento ocorreu em meio à piora do quadro geopolítico e à atenção do mercado para o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Segundo o conteúdo divulgado, o Irã afirmou ter derrubado um drone dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e acusou os americanos de violarem o cessar-fogo em vigor. Os EUA classificaram a ação como ato de defesa. Também entraram no radar declarações do líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, sobre possíveis ataques a bases americanas na região, além de relatos divergentes sobre embarcações em Ormuz e eventual retomada da escolta naval pelos EUA.
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Analistas da Capital Economics avaliaram que a oscilação recente do petróleo ainda aponta expectativa de queda de preços nos próximos três meses, mas com baixa convicção, diante da incerteza sobre Ormuz. O texto disponível não apresenta estimativas adicionais de oferta global, estoques ou produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o que limita projeções mais amplas sobre a trajetória das cotações.
A Bloomberg informou que o Japão ampliou, em maio, as importações de petróleo por rotas alternativas, com Ormuz ainda fechado, e que Exxon Mobil e ConocoPhillips negociam com o governo venezuelano oportunidades de exploração. Para o setor agropecuário, a volatilidade do petróleo é um indicador relevante porque influencia combustíveis, transporte e custos logísticos. No entanto, o material disponível não traz repasses efetivos para diesel, frete ou insumos no mercado brasileiro.
No curto prazo, o comportamento do petróleo segue condicionado à evolução do conflito no Oriente Médio e às condições de circulação em Ormuz. Sem dados adicionais sobre oferta, estoques e repasse a combustíveis, não há base suficiente para estimar o efeito final sobre custos do agro no Brasil.
Fonte: Estadão Conteúdo
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