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Alimentação, habitação e saúde concentram 95% do IPCA-15 de maio

Alimentação, habitação e saúde concentram 95% do IPCA-15 de maio


A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou para 0,62% em maio, ante 0,89% em abril, mas permaneceu concentrada em três grupos: alimentação e bebidas, habitação e saúde e cuidados pessoais. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntos, os três grupos responderam por 95% da formação do índice no mês.

Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas subiu 1,38% em maio, após alta de 1,46% em abril, com impacto de 0,30 ponto porcentual sobre o IPCA-15. Dentro desse conjunto, a alimentação no domicílio avançou 1,73%, depois de alta de 1,77% no mês anterior. Já a alimentação fora do domicílio teve elevação de 0,51%, ante 0,70% em abril.

Habitação registrou alta de 1,03% em maio, com impacto de 0,15 ponto porcentual. O principal destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 2,16% e exerceu a maior pressão individual sobre a inflação do mês, com contribuição de 0,09 ponto porcentual. O resultado refletiu a adoção da bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes em concessionárias de Fortaleza, Salvador e Recife.

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Ainda em habitação, a taxa de água e esgoto aumentou 0,13%, influenciada por reajuste de 4,80% em Goiânia desde 1º de abril. O gás encanado avançou 0,44%, pressionado por reajuste médio de 3,00% no Rio de Janeiro em 1º de maio.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais teve alta de 1,05% e impacto de 0,14 ponto porcentual. As maiores pressões vieram de higiene pessoal, com aumento de 1,60%, produtos farmacêuticos, com 1,25%, e plano de saúde, com 0,50%.

No caso da alimentação, o comportamento do IPCA-15 é acompanhado pelo setor agropecuário porque sinaliza o ritmo de repasse de preços ao consumidor final, especialmente em itens consumidos no domicílio. O dado, porém, não detalha nesta divulgação quais produtos específicos responderam pela maior pressão dentro do grupo.

A leitura de maio mostra desaceleração do índice cheio, mas manutenção da pressão em despesas essenciais das famílias. Sem o detalhamento completo dos itens alimentícios nesta divulgação, a análise do efeito por produto e por cadeia depende da abertura adicional dos dados do IBGE.

Fonte: Estadão Conteúdo

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