A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extingue a escala 6×1. O placar foi de 472 votos favoráveis e 22 contrários. O texto mantém os salários, prevê dois dias de folga, não necessariamente consecutivos, e ainda precisa passar por segundo turno e pela análise do Senado.
Pela proposta, a nova jornada semanal máxima passa a ser de 40 horas, sem redução salarial. O texto também estabelece uma transição gradual de 14 meses após a promulgação da emenda, caso a PEC conclua a tramitação no Congresso Nacional.
A votação em primeiro turno mostrou apoio amplo no plenário. Segundo as informações disponíveis, apenas os partidos Novo e Missão orientaram voto contrário. O Partido Liberal (PL), maior bancada da oposição, recomendou apoio à redução da jornada, assim como legendas de centro e partidos da base governista.
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Como se trata de uma emenda à Constituição, a proposta ainda depende de aprovação em segundo turno na própria Câmara. Depois disso, seguirá para análise do Senado, onde também precisará cumprir o rito constitucional.
Para o público do Canal Rural, a medida tem relevância por poder alterar a organização do trabalho formal em segmentos que operam com escalas contínuas, como agroindústrias, frigoríficos, cooperativas, logística de alimentos e outras atividades com mão de obra contratada em regime celetista. O efeito prático sobre custos operacionais, turnos e contratações, no entanto, dependerá da redação final da PEC, da regulamentação posterior e do enquadramento aplicável às diferentes categorias de trabalhadores.
Até o momento, o conteúdo disponível não detalha eventuais regras específicas para atividades rurais ou setores com operação ininterrupta, ponto que pode ser decisivo para avaliar os desdobramentos sobre as cadeias produtivas.
No estágio atual, a PEC ainda está em tramitação e não produz efeitos imediatos. A dimensão do impacto para empregadores do campo e da agroindústria dependerá da conclusão da votação em segundo turno, da análise do Senado e de esclarecimentos sobre a aplicação prática da nova jornada.
Fonte: Estadão Conteúdo
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