O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 24,624 bilhões em abril de 2026, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29). O resultado reúne governo central, Estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras. Em março, havia sido registrado déficit de R$ 80,676 bilhões. Em abril de 2025, o saldo positivo foi de R$ 14,150 bilhões.
De acordo com o Banco Central, o resultado de abril ficou acima da mediana das estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava superávit de R$ 23,200 bilhões. As projeções variavam de R$ 18,000 bilhões a R$ 26,000 bilhões. Segundo a série histórica informada pela autoridade monetária, este foi o maior superávit para meses de abril desde 2022, quando o saldo havia somado R$ 38,876 bilhões.
No detalhamento do mês, o governo central, que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apresentou superávit de R$ 26,075 bilhões. Estados e municípios registraram saldo positivo de R$ 329 milhões. As empresas estatais, por sua vez, tiveram déficit de R$ 1,781 bilhão.
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Separadamente, os Estados encerraram abril com déficit de R$ 1,091 bilhão, enquanto os municípios tiveram superávit de R$ 1,420 bilhão.
No acumulado de janeiro a abril de 2026, o setor público consolidado soma superávit primário de R$ 31,248 bilhões, equivalente a 0,72% do Produto Interno Bruto (PIB). Nesse intervalo, o governo central registra saldo positivo de R$ 9,030 bilhões, ou 0,21% do PIB. Os governos regionais acumulam superávit de R$ 29,905 bilhões, ou 0,68% do PIB, enquanto as estatais apresentam déficit de R$ 7,687 bilhões, ou 0,18% do PIB.
Entre os entes regionais, os Estados acumulam superávit de R$ 21,010 bilhões de janeiro a abril, o equivalente a 0,48% do PIB. Os municípios registram saldo positivo de R$ 8,896 bilhões, ou 0,20% do PIB. O desempenho fiscal é acompanhado pelo mercado por sua relação com o ambiente macroeconômico, que influencia custo de financiamento e condições de crédito para os setores produtivos, incluindo o agro.
Os dados divulgados nesta sexta-feira (29) mostram melhora do resultado primário na comparação mensal e anual, mas a trajetória fiscal do restante de 2026 dependerá da evolução das receitas, despesas e metas do setor público. O Banco Central não apresentou, nesse dado específico, projeções adicionais para os próximos meses.
Fonte: Estadão Conteúdo
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