O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta sexta-feira (29), financiamento de R$ 87,2 milhões do Fundo Clima para a primeira etapa do Projeto Muçununga, voltado à restauração de 1,3 mil hectares de Mata Atlântica no sul da Bahia. A iniciativa será executada pela Biomas e pela Carbon2Nature Brasil em áreas da Veracel Celulose. Segundo as empresas e o banco, o plano prevê o plantio de mais de 2 milhões de mudas de espécies nativas.
As áreas contempladas estão distribuídas em oito municípios baianos: Belmonte, Eunápolis, Guaratinga, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Potiraguá e Santa Luzia. De acordo com o BNDES, a operação integra a estratégia BNDES Florestas e utiliza recursos do Fundo Clima, instrumento vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) para apoiar ações de mitigação e adaptação climática.
Um dos pontos técnicos do projeto é o uso de mais de 100 espécies nativas, número acima do padrão informado pela MSCI Carbon Markets para projetos de restauração com foco em carbono. O modelo adota o conceito de stepping stones, no qual áreas restauradas funcionam como pontos de conexão em paisagens fragmentadas, com potencial de recompor habitats e favorecer o deslocamento de fauna nativa.
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Segundo as informações divulgadas, a receita do projeto deverá vir da venda de créditos de carbono de alta integridade. A estimativa apresentada é de aproximadamente 500 mil créditos ao longo de 40 anos. O projeto também prevê benefícios para 14 comunidades do entorno, com ações ligadas a renda, infraestrutura local e organização comunitária.
Para o público do setor rural, a operação reforça o avanço de instrumentos financeiros voltados à restauração produtiva e à economia de baixo carbono, além de sinalizar a ampliação de investimentos em uso sustentável da terra, recomposição ambiental e serviços ecossistêmicos. O BNDES informou ainda que, nos últimos anos, mobilizou R$ 7,5 bilhões para manter e reconstruir florestas brasileiras.
A execução da primeira etapa, a manutenção das áreas restauradas e a futura emissão dos créditos de carbono dependerão do cronograma operacional e das etapas de monitoramento e certificação. Esses detalhes não foram informados no anúncio divulgado até o momento.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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