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PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre e renova recorde da série histórica

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre e renova recorde da série histórica


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025 e renovou o patamar recorde da série histórica iniciada em 1996, em termos de volume. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (29). Segundo o levantamento, a atividade econômica do país completou 19 trimestres consecutivos de expansão.

De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, o ritmo de crescimento de 1,1% foi o mais intenso desde o primeiro trimestre de 2025, quando a economia havia avançado 1,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O resultado mantém a sequência de alta iniciada no terceiro trimestre de 2021.

Pelo lado da oferta, o instituto informou que tanto o PIB de Serviços quanto o PIB da Agropecuária atingiram níveis recordes no primeiro trimestre de 2026. O dado reforça a contribuição do campo para o desempenho agregado da economia, embora o material divulgado não detalhe, nesse recorte, quais segmentos agropecuários responderam pelo avanço nem a variação específica do setor no período.

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Na indústria, o quadro segue diferente. O PIB industrial permanece 3,2% abaixo do pico observado no terceiro trimestre de 2013. Já a indústria de transformação opera em nível 15,8% inferior ao recorde registrado no terceiro trimestre de 2008.

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias e o consumo do governo também alcançaram novos recordes na série. Em contrapartida, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador relacionado aos investimentos, ainda estava 9,3% abaixo do pico atingido no segundo trimestre de 2013.

Para o público do agronegócio, o resultado mostra que a agropecuária seguiu entre os setores que sustentaram a atividade econômica no início de 2026. O detalhamento dos componentes do setor será necessário para identificar efeitos sobre produção, renda e encadeamentos específicos nas cadeias agroindustriais.

Os números indicam continuidade da expansão econômica no curto prazo, mas a avaliação mais precisa sobre os efeitos para o agro depende da abertura setorial completa do IBGE, com informações sobre ramos produtivos, desempenho regional e composição do crescimento da agropecuária.

Fonte: Estadão Conteúdo

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