A Agência Internacional de Energia (AIE), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (OMC) alertaram, nesta sexta-feira (29), que as reservas estratégicas globais de petróleo estão sendo esvaziadas em ritmo recorde. Segundo comunicado conjunto, a redução dos estoques decorre da perda de oferta ligada ao Estreito de Ormuz, em meio à guerra no Oriente Médio. As entidades afirmam que, sem normalização dos fluxos de navegação, aumentam os riscos para a segurança de combustíveis, para as condições de mercado e para a resiliência econômica.
No comunicado, as instituições informaram que a queda dos estoques ocorre antes do pico de demanda do verão no Hemisfério Norte, período de maior consumo energético. O texto não detalha o volume retirado das reservas, nem apresenta estimativas numéricas de perda de oferta ou de prazo para recomposição dos estoques.
As entidades afirmam que o conflito tem produzido efeitos “substanciais e altamente assimétricos” sobre o fornecimento de energia, a segurança alimentar e a atividade econômica, com impacto mais forte sobre países vulneráveis. Também citam alta dos preços de combustíveis e fertilizantes, aumento da incerteza e riscos para empregos e meios de subsistência.
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Do ponto de vista técnico, o petróleo influencia diretamente o custo do diesel usado no transporte de insumos e na operação de máquinas agrícolas. Já os fertilizantes têm forte relação com os preços da energia e com a logística internacional, o que amplia a sensibilidade do setor agropecuário a interrupções em rotas estratégicas e à volatilidade das cotações.
Para o agronegócio, o ponto mais imediato está na combinação entre combustíveis mais caros, pressão sobre fertilizantes e início da temporada de plantio em diversos países, conforme destacaram as instituições. Esse quadro pode afetar planejamento de compra, formação de custos e fluxo de abastecimento, sobretudo em cadeias mais dependentes de insumos importados.
As entidades defenderam uma resposta coordenada para conter os efeitos energéticos, comerciais e econômicos da guerra. Até o momento, o comunicado não detalha medidas operacionais adicionais nem cronograma de ação conjunta.
Sem dados atualizados sobre recomposição de oferta, normalização da navegação e volume efetivo dos estoques, ainda não há base suficiente para projetar a duração da pressão sobre combustíveis e fertilizantes. O cenário segue condicionado à evolução do conflito e ao restabelecimento dos fluxos no Estreito de Ormuz.
Fonte: Estadão Conteúdo
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