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Brasil deve se aproximar de 10 milhões de bovinos confinados em 2026

Brasil deve se aproximar de 10 milhões de bovinos confinados em 2026


Vista aérea de confinamento de bovinos de corte. Foto: Reprodução

A pecuária intensiva brasileira deve atingir um novo recorde em 2026, com 9,78 milhões de cabeças confinadas. Esse total representa um aumento de 5,7% frente às 9,25 milhões de cabeças registradas em 2025. Os dados constam no Censo de Confinamento, divulgado nesta terça-feira (2) pela dsm-firmenich, empresa do setor de nutrição animal, e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O avanço dá continuidade a uma tendência observada nos últimos anos. Em 2017, o Brasil confinava 4,9 milhões de bovinos. Desde então, o número praticamente dobrou, chegando a 9,3 milhões de cabeças em 2025. Considerando toda a série histórica, iniciada em 1998, quando o país registrava 1,6 milhão de animais confinados, o crescimento médio anual é de cerca de 7%.

Cinco estados respondem por 70% do total confinado no país

Entre os estados com maior volume de animais confinados, Mato Grosso lidera com previsão de 2,4 milhões de cabeças, crescimento de 7,7% sobre o ano passado. Na sequência aparecem São Paulo e Goiás, ambos com 1,4 milhão de animais. Mato Grosso do Sul deve alcançar 900 mil cabeças, enquanto Minas Gerais deve chegar a 800 mil.

Juntos, os cinco estados respondem por cerca de 70,6% do total estimado para o país.

Grandes confinamentos concentram quase metade do rebanho

Os dados apresentados mostram que os maiores confinamentos do país seguem ampliando sua participação na atividade. Segundo o levantamento, os 100 maiores confinamentos concentram 48% de todo o rebanho monitorado.

As propriedades com capacidade para mais de 50 mil animais somam cerca de 2,45 milhões de cabeças distribuídas em apenas 30 unidades. Já os confinamentos com capacidade entre 10 mil e 25 mil animais reúnem aproximadamente 2,18 milhões de cabeças em 153 propriedades.

Na outra ponta, os confinamentos com menos de mil animais representam o maior número de operações, com 1.131 propriedades, mas concentram cerca de 369 mil cabeças.

Tecnologia ganha espaço e puxa alta do confinamento

Além do crescimento do número de animais confinados, o levantamento aponta uma pecuária cada vez mais apoiada em ferramentas de gestão e análise de dados.

Segundo especialistas, cresce o uso de tecnologias voltadas ao acompanhamento de indicadores produtivos e econômicos das fazendas, movimento que reflete a busca dos pecuaristas por maior eficiência operacional e rentabilidade.

A avaliação é que, diante de margens mais apertadas e de sistemas cada vez mais intensivos, decisões baseadas em dados tendem a ganhar importância dentro das propriedades.

Tour de Confinamento mostra resultados

Realizado em oito propriedades distribuídas por oito estados, o levantamento foi realizado com apoio de mais de mil técnicos e parceiros de campo.

Nesse contexto, os resultados mostram a continuidade da expansão da atividade, impulsionada pela busca por maior eficiência produtiva e rentabilidade.

Entre os principais indicadores observados estão ganho médio de 7,22 arrobas em 98 dias, peso médio de entrada de 12,7 arrobas e peso médio de saída de 19,92 arrobas.

O retorno sobre o investimento (ROI) médio foi de 16,31%, podendo chegar a 26,8% em algumas operações avaliadas.

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