A identificação precoce de lesões corporais e o manejo sanitário adequado são fundamentais para conter o sofrimento animal e evitar o descarte de peças de carcaça na indústria frigorífica.
Respondendo ao questionamento do pecuarista Beto Nominato, de Governador Valadares (MG), no quadro “Giro do Boi Responde”, o médico-veterinário Guilherme Vieira abordou o diagnóstico de alterações musculares. O criador relatou a suspeita de um hematoma interno em uma rês do rebanho e questionou a possibilidade de haver um abscesso profundo sem que exista uma formação externa saliente no couro do animal.
Confira:
Diagnóstico de lesões musculares
Conforme a explicação do especialista, a resposta é afirmativa: abscessos e formações purulentas podem sim se desenvolver nas camadas musculares profundas do bovino sem apresentar o inchaço volumoso característico na pele.
A lesão muitas vezes começa como um hematoma — acúmulo de sangue decorrente de contusão ou trauma —, que subsequentemente é contaminado por bactérias presentes na circulação ou introduzidas por perfurações, evoluindo para uma bolsa oculta contendo pus, tecidos necróticos e células de defesa.
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Cuidados e manejo adequado
O veterinário faz um alerta rigoroso contra o manejo empírico e a intervenção de leigos na propriedade rural. Em hipótese alguma o produtor ou os colaboradores devem tentar perfurar ou drenar a lesão manualmente utilizando canivetes, agulhas grossas ou objetos perfurantes sem assepsia. Essa prática introduz novos agentes patogênicos no tecido muscular, agravando o quadro inflamatório e podendo desencadear infecções generalizadas (septicemia) ou miíases (bicheiras).
A indicação técnica para o pecuarista diante de um animal com suspeita de lesão muscular é solicitar a avaliação presencial de um médico-veterinário. O profissional realizará a palpação, a ultrassonografia ou a punção diagnóstica com higiene para diferenciar o hematoma do abscesso purulento.
Caso seja confirmada a presença de infecção, o tratamento envolverá a prescrição de antibioticoterapia sistêmica combinada com anti-inflamatórios e, se necessário, o procedimento cirúrgico de drenagem e antissepsia local. O cuidado com a saúde da carcaça preserva o bem-estar do rebanho e garante a entrega de peças sem contaminações ou lesões para a cadeia produtiva de carne.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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