O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizaram nesta quinta-feira (10) uma oficina virtual para esclarecer dúvidas sobre o edital Restaura Rio Doce. A iniciativa reúne recursos para ações de restauração ecológica e produtiva em 12,5 mil hectares da Bacia do Rio Doce. As inscrições seguem abertas até 30 de setembro de 2026.
Lançado em julho pelo BNDES e pelo MMA, o edital vai selecionar até cinco parceiros aglutinadores para atuar nos trabalhos previstos. O orçamento chega a R$ 618,75 milhões. Segundo o BNDES, mais de 100 pessoas se inscreveram na oficina.
As propostas devem combinar recomposição de vegetação nativa com restauração produtiva. Entre as ações previstas estão sistemas agroflorestais (SAFs), silvicultura de espécies nativas, práticas mecânicas e medidas de conservação do solo e da água. As iniciativas também precisam incluir assistência técnica rural às comunidades envolvidas e podem prever apoio à regularização ambiental de imóveis.
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Durante a oficina, a chefe do departamento operacional do Fundo Rio Doce, Daniela Arantes, afirmou que o canal de comunicação do edital permanecerá aberto até o fim do prazo de apresentação das propostas, em 30 de setembro. As respostas aos questionamentos apresentados no encontro foram reunidas na seção de perguntas frequentes, e o vídeo da oficina será disponibilizado na próxima semana.
O diretor de florestas do MMA, Thiago Belote Silva, disse que a proposta inclui ações transversais voltadas à bioeconomia, à cadeia produtiva e à sustentabilidade da paisagem e do território na Bacia do Rio Doce.
O edital é custeado com recursos do Fundo Rio Doce, criado no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, firmado no fim de 2024. Desde o início da operação do fundo, em junho de 2025, mais de R$ 3 bilhões já foram liberados para ações em áreas como recuperação econômica, desenvolvimento rural, conservação ambiental e fortalecimento de comunidades tradicionais.
A seleção é voltada a autarquias, fundações públicas, universidades e pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos sediadas no Brasil. Os escolhidos poderão atuar em uma das cinco regiões em que a bacia foi dividida, e o parceiro aglutinador poderá executar diretamente até 20% da área total a ser restaurada em sua região.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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