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Faep repudia fala de Lula sobre agro ‘se ajoelhar’ e rebate presidente

Faep repudia fala de Lula sobre agro ‘se ajoelhar’ e rebate presidente


Foto: Reprodução YouTube

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) divulgou nesta segunda-feira (21) uma nota de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, sobre o agronegócio. Durante ato de campanha realizado no sábado (19), em Florianópolis (SC), Lula afirmou que representantes do setor deveriam “não só votar, mas se ajoelhar” para ele em razão dos recursos destinados à agricultura durante seu governo.

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Em nota, a Faep classificou a declaração como “descabida” e afirmou que, na avaliação da entidade, seria o presidente quem deveria agradecer ao setor pela contribuição à economia e pela geração de empregos, renda e impostos.

“A declaração do presidente Lula, de que o agronegócio deveria se ajoelhar a ele, é descabida e demonstra o total desconhecimento em relação à real situação do setor.

Hoje, a agropecuária passa por um dos piores momentos da história, muito em razão do descaso do governo federal e falta de políticas públicas eficientes, Plano Safra insuficiente, ausência de seguro rural, gasto desenfreado, aumento do déficit fiscal e juros nas alturas. Por outro lado, os nossos produtores rurais não têm acesso ao crédito e refinanciamento que tanto precisam.

A realidade é oposta. O presidente Lula deveria, diariamente, se ajoelhar para agradecer ao setor agropecuário por segurar a economia do país há tantos anos, gerando empregos, renda e impostos, que muitas vezes não são usados em prol da população”, diz o comunicado assinado por Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

Entenda o caso

Durante comício em Florianópolis, Lula chamou ao palanque Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, e sugeriu que ele conversasse com representantes do agronegócio catarinense para entender os motivos da resistência de parte do setor ao governo.

Ao abordar o tema, Lula afirmou acreditar que a rejeição teria relação com uma “questão de pele” e citou sua origem nordestina e pobre.

“Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles tinham que não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, afirmou o presidente.

No discurso, Lula também citou medidas de seu governo direcionadas ao agronegócio e afirmou que os três maiores volumes de crédito destinados ao setor ocorreram durante seus mandatos. O presidente mencionou ainda a abertura de novos mercados internacionais para produtos brasileiros.

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