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etanol brasileiro deve continuar entrando nos EUA

etanol brasileiro deve continuar entrando nos EUA


Temas que impactam diretamente o agronegócio e os produtores de cana-de-açúcar dominaram as discussões, nesta quarta-feira (2), no primeiro dia do Cana Summit 2025. Dentre as pautas debatidas, destaque para o tarifaço imposto pelos Estados Unidos – Donald Trump anunciou taxação mínima de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil – e o Projeto de Lei (PL) da Reciprocidade, aprovado pelo Senado e na Câmara dos Deputados.

O projeto estabelece medidas de resposta a políticas unilaterais adotadas por outros países, o que tem gerado preocupação entre produtores, lideranças do setor e autoridades políticas. O texto vai à sanção presidencial.

Entre os pontos levantados, destacou-se o impacto das normas da ISO (Organização Internacional do Açúcar) sobre o mercado. O CEO da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), José Guilherme Nogueira, ressaltou a competitividade do etanol brasileiro, especialmente em relação à descarbonização, fator essencial para o setor.

“A competitividade do etanol brasileiro é muito pujante. O norte-americano compra o etanol brasileiro principalmente pela intensidade de carbono. Produzir aqui no Brasil, através da cana, tem um poder de descarbonização maior do que o próprio etanol de milho dos Estados Unidos”, explicou.

Paticipantes do Cana Summit

A cerimônia de abertura contou com a presença de representantes de entidades do setor, entre eles José Mário Schreiner, vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Tania Zanella, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB).

Também estiveram presentes o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema e o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Segurança jurídica no campo

Diferentes parlamentares e, também, o governador mineiro ressaltaram a necessidade de garantir a proteção das propriedades privadas e mencionaram um decreto recente que destinou recursos financeiros para áreas vulneráveis a invasões.

Segundo o CEO da Orplana, a FPA segue atenta a essas questões para assegurar um ambiente seguro e estável. “Ter os produtores junto com os políticos é fundamental. Eles sentem, medem a temperatura e entendem a importância dessa proximidade para fortalecer nossa representatividade”, afirmou.

Agenda

O Cana Summit 2025, evento organizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), acontece até hoje (3), em Brasília (DF), e reúne mais de 600 canavicultores de diferentes regiões produtoras do país.

O evento segue nesta quinta-feira, com painéis técnicos e debates que vão tratar das questões estratégicas para o setor, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Brasil.

Na oportunidade, também será gerada uma atualização da Carta de Brasília, com reivindicações para os poderes Legislativo e Executivo em prol da sustentabilidade e o desenvolvimento da produção canavieira.



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