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Abit critica decisão do governo de zerar imposto sobre compras internacionais de até US$ 50

Abit critica decisão do governo de zerar imposto sobre compras internacionais de até US$ 50


A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) divulgou, nesta terça-feira (12), uma nota de repúdio à decisão do governo federal de zerar o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida no mercado como “taxa das blusinhas”. Segundo a entidade, a mudança altera a concorrência entre produtos importados e nacionais no segmento de menor valor.

Na nota, a Abit afirma ter “profunda preocupação” com a decisão e diz que a medida favorece plataformas estrangeiras em um mercado em que grande parte dos itens é vendida abaixo desse teto. De acordo com a associação, cerca de 80% das peças de vestuário comercializadas no Brasil têm valor inferior a US$ 50.

A entidade sustenta que empresas brasileiras da indústria e do varejo operam sob uma estrutura de custos composta por carga tributária, juros reais elevados e exigências trabalhistas, ambientais e regulatórias. Para a Abit, o fim da cobrança sobre encomendas internacionais amplia a desigualdade competitiva em relação aos importados vendidos por comércio eletrônico.

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Em outro trecho da manifestação, a associação afirma que fabricantes estrangeiros já contam com subsídios em seus países de origem e que a retirada da tarifa brasileira aumenta essa vantagem no acesso ao mercado nacional. A entidade também relaciona a decisão a possíveis efeitos sobre investimento produtivo e emprego formal na cadeia têxtil e de confecção.

No campo fiscal, a Abit informa que o governo federal arrecadou R$ 1,78 bilhão com encomendas internacionais nos quatro primeiros meses de 2026. Com base nesse dado, a associação projeta impacto negativo sobre a arrecadação pública caso a desoneração seja mantida.

Até o momento, o conteúdo disponível não detalha o instrumento legal da mudança nem o prazo de vigência da medida. A partir da posição divulgada pela Abit, o tema deve seguir em debate entre indústria, varejo e governo, especialmente pelos efeitos tributários e concorrenciais sobre o setor.

Fonte: Estadão Conteúdo

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