A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) iniciou em maio o monitoramento das Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) contratadas para atuar junto às comunidades atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão na Bacia do Rio Doce. Segundo a Anater, a ação integra a execução de quatro anexos do eixo rural do Novo Acordo do Rio Doce, por designação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). As primeiras visitas ocorreram em municípios de Minas Gerais.
De acordo com a Anater, o monitoramento foi realizado ao longo de uma semana por equipes da Gerência Extraordinária de Reparação do Rio Doce em ATIs que atuam no Alto e Médio Rio Doce. As agendas incluíram reuniões técnicas nos escritórios das assessorias e encontros participativos com comunidades de Mariana, Acaiaca, Timóteo, Rio Casca, São José do Goiabal, Ipatinga, Governador Valadares e Tumiritinga, em Minas Gerais.
O processo, conforme a agência, tem o objetivo de acompanhar planos de trabalho, metas e atividades de atendimento técnico nos territórios. A previsão é que esse acompanhamento ocorra a cada seis meses, com etapas como observação de espaços participativos e aplicação de questionários às assessorias.
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No Alto e Médio Rio Doce, foram monitoradas a Assessoria Técnica Independente dos Garimpeiros Tradicionais do Alto Rio Doce (AGITA), a Cáritas Diocesana de Itabira, a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), a Cáritas Diocesana de Governador Valadares e o Centro Agroecológico Tamanduá (CAT).
Segundo dados informados pela Anater, a Gerência Extraordinária do Rio Doce já assinou 20 contratos de ATIs em 11 meses de atuação, com R$ 83 milhões pagos para a execução dos trabalhos. Neste mês, a agência prevê iniciar o monitoramento das assessorias que atuam no Baixo Rio Doce, no Espírito Santo, em áreas como Baixo Guandu, Colatina, Marilândia, Regência, Povoação, Linhares e Degredo.
Para o público rural, o tema tem relação direta com a reparação em territórios produtivos atingidos, uma vez que as ATIs orientam comunidades sobre programas, projetos e acesso às políticas previstas no acordo. O material divulgado, no entanto, não detalha quantas famílias rurais foram atendidas até agora nem apresenta indicadores produtivos vinculados aos anexos monitorados.
O avanço do monitoramento deve indicar como os contratos das assessorias estão sendo executados no eixo rural e quais ajustes operacionais podem ser necessários nos territórios atendidos. Sem a divulgação de metas físicas consolidadas e indicadores de resultado, ainda não é possível mensurar de forma completa os efeitos práticos sobre produção, renda e recomposição das atividades rurais na Bacia do Rio Doce.
Fonte: gov.br
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