USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Após relator rejeitar emendas, fim da escala 6×1 deve ter votação decisiva na próxima semana

Após relator rejeitar emendas, fim da escala 6×1 deve ter votação decisiva na próxima semana


Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 deve ter uma votação decisiva no Senado na próxima semana. O relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou nesta quinta-feira (27) parecer favorável ao texto e rejeitou as 12 emendas apresentadas por senadores.

Com a decisão, Aziz manteve a versão aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio. A expectativa é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 seja votada pela CCJ já na próxima semana. Se aprovada, seguirá para análise do Plenário do Senado.

A proposta reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal de trabalho e estabelece dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial.

Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser aprovado pelo Senado em dois turnos, com apoio de pelo menos três quintos dos senadores em cada votação.

Como funcionaria a redução da jornada

A mudança prevista pela PEC seria implementada gradualmente.

Dois meses após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima passaria das atuais 44 para 42 horas semanais. Nesse momento, também entraria em vigor a previsão de dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Após 12 meses da promulgação, o limite da jornada seria reduzido definitivamente para 40 horas semanais.

A proposta inclui exceções para trabalhadores submetidos a regimes diferenciados e para profissionais com diploma de nível superior e salários mais elevados.

O texto também preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas. Para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados, uma lei poderá estabelecer regras específicas para a jornada e os dias de folga.

No relatório, Omar Aziz destaca que o limite de 44 horas semanais foi estabelecido pela Constituição Federal de 1988 e permanece sem alterações há 38 anos.

Segundo o senador, nesse período, a economia brasileira passou por mudanças relacionadas à produtividade, incorporação tecnológica e organização produtiva. Para ele, a revisão do limite representa uma atualização das regras trabalhistas.

“A instituição do segundo dia de repouso semanal remunerado — núcleo da proposição e origem da ampla mobilização social que a impulsionou — amplia o tempo destinado ao descanso efetivo e à recuperação física e mental”, afirma Aziz no parecer.

PEC está entre prioridades do Congresso

O avanço da proposta ocorre após a PEC entrar na lista de prioridades do Congresso Nacional.

Na quarta-feira (26), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para discutir as matérias que devem avançar no Legislativo nos próximos dias.

Entre os projetos considerados prioritários está justamente a PEC que altera a jornada semanal de trabalho e estabelece dois dias de descanso.

Fiesp pede mais tempo para discussão

A apresentação do relatório também provocou reação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que defendeu mais tempo para discutir os impactos da proposta antes da votação.

Em nota assinada pelo presidente Paulo Skaf, a entidade criticou a apresentação do parecer antes de um encontro previsto para a próxima semana entre o relator, representantes empresariais e especialistas.

A Fiesp argumenta que estabelecer as regras de jornada na Constituição pode limitar negociações específicas para diferentes atividades econômicas.

A entidade estima ainda que a mudança possa elevar em até 20% o custo do trabalho, com possíveis reflexos sobre preços e informalidade. Os cálculos foram apresentados pela própria federação, que cita ainda os 44 milhões de trabalhadores informais no país.

Para Skaf, o tema exige um debate técnico que considere as particularidades de cada setor antes da votação no Senado.

O post Após relator rejeitar emendas, fim da escala 6×1 deve ter votação decisiva na próxima semana apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Calendário especial pode acelerar votação da PEC do fim da escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta terça-feira (13) que um requerimento para acelerar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 já conta com assinaturas suficientes para ser apreciado em plenário. Com isso, a votação da PEC pode ocorrer em dois turnos já nesta quarta-feira (14), se o requerimento for aprovado. “Vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial. Já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã”, disse Alcolumbre, pouco antes de encerrar a sessão deliberativa desta terça. A PEC 221, de 2019, prevê descanso remunerado de dois

arroba segue em alta com escalas de abate apertadas

O mercado físico do boi gordo retoma as negociações após o feriado com preços firmes e negócios realizados acima das referências médias em diferentes regiões do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais permanece restrita, enquanto as escalas de abate continuam pouco confortáveis, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das praças pesquisadas. “Esse ambiente mantém os frigoríficos ativos na compra de boiadas e preserva o viés de alta para a arroba no curto prazo. A expectativa de retomada da produção destinada ao mercado chinês também permanece relevante para a demanda do último

BNDES orienta organizações sobre chamada de R$ 225 milhões no Rio Doce

Equipes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR) e de ministérios estão percorrendo municípios da Bacia do Rio Doce e do Litoral Norte Capixaba para orientar organizações interessadas na Chamada Rio Doce Participativo. A iniciativa reúne R$ 225 milhões para projetos estruturantes de desenvolvimento territorial em áreas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. As inscrições seguem abertas até 30 de dezembro de 2026, com análise contínua das propostas à medida que forem apresentadas ao banco. Durante esse processo, a chamada prevê interação entre o BNDES e as entidades proponentes para esclarecimentos, complementação documental e aperfeiçoamento

Planos de Lula e Flávio divergem sobre clima, desmatamento e conservação

Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tratam de forma diferente os temas ambientais na disputa do segundo turno. Lula coloca as mudanças climáticas como eixo central das propostas e as classifica como emergência. Flávio cita eventos climáticos extremos e concentra o plano em conservação com geração de renda, mercado de carbono, bioeconomia e pagamento por serviços ambientais. No programa do PT, o termo mudanças climáticas aparece 38 vezes e orienta ações de mitigação e adaptação. Entre as propostas estão a revitalização de bacias hidrográficas, a ampliação da infraestrutura de segurança hídrica, investimentos em prevenção e redução

CNA apresenta ações para ampliar participação feminina no agro durante evento no RN

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou no domingo (11) do 4º Encontro das Mulheres do Agro, realizado durante a 64ª Festa do Boi, em Natal, no Rio Grande do Norte. Promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Norte (Faern), o evento teve como foco a atuação feminina no setor agropecuário e a ampliação da presença de mulheres em espaços de liderança. Durante o encontro, a presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Stéphanie Ferreira, apresentou um panorama das ações desenvolvidas pela comissão. Entre os pontos destacados estiveram o fortalecimento sindical, o desenvolvimento

CNA destaca papel do agro em sessão no Senado pelo Dia Mundial da Alimentação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça-feira (13), de uma sessão solene no Plenário do Senado Federal em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação. Em Brasília, a entidade defendeu a relevância do agro na produção de alimentos, no abastecimento interno e na oferta para outros países. O encontro também reuniu parlamentares e representantes de entidades do setor. O vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, integrou a mesa da solenidade e afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque no cenário global de produção de alimentos. Segundo ele, o país tem responsabilidade no abastecimento do mercado interno e na contribuição para a

entidades alertam para alta nos custos de produção e na inflação

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 será votada em primeiro turno no Senado Federal nesta quarta-feira (14). Diante disso, confederações empresariais, entre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), manifestaram preocupação com os possíveis efeitos da mudança sobre os custos de produção, a contratação de trabalhadores formais e a inflação. Uma pesquisa do Cepea em parceria com a CNA aponta que 94,8% dos produtores rurais enfrentam dificuldades para contratar mão de obra, o que pode encarecer o preço dos alimentos. Em nota divulgada em 7 de outubro, seis entidades defenderam que a proposta seja

Arroba do boi gordo chega a R$ 385 e pecuaristas já esperam R$ 390 em São Paulo

O mercado do boi gordo encerrou a última semana com preços firmes, apesar da redução no ritmo das negociações. Em São Paulo, a arroba foi comercializada entre R$ 370 e R$ 380, com negócios pontuais chegando a R$ 385, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na sexta-feira (9), o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, referente ao mercado paulista, atingiu R$ 377,80 por arroba, à vista e livre de Funrural, acumulando valorização de 3,71% na parcial de outubro. De acordo com o Cepea, a liquidez foi baixa na sexta-feira, uma vez que parte dos compradores já havia se retirado do mercado

Fim da escala 6×1 será votada no Senado nesta quarta-feira

O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (14), em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias e tem direito a um dia de descanso. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! A votação foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Antes de ser analisada pelos parlamentares, a proposta precisa passar por mais duas sessões de discussão, previstas para terça-feira (13) e quarta-feira (14). A PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara

Falhas operacionais elevam custo da engorda no confinamento de bovinos

A busca pelo menor custo por arroba produzida na terminação de bovinos vai além do ajuste fino dos ingredientes no software de formulação. O zootecnista Maurício Scoton afirma que falhas na rotina operacional do confinamento são as verdadeiras vilãs da rentabilidade, provocando perdas invisíveis que elevam a conta do pecuarista. Segundo o especialista, existem “três dietas” na fazenda: a formulada no computador pelo nutricionista, a efetivamente misturada pelo operador no vagão e a entregue no cocho para o lote. Dados do levantamento Confina Brasil, realizado pela Scot Consultoria, mostram um forte descompasso de gestão: enquanto nove em cada dez confinamentos contratam consultoria nutricional, apenas um