USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
Agro brasileiro deveria pressionar Congresso dos EUA contra tarifaço, diz professor da FGV

Agro brasileiro deveria pressionar Congresso dos EUA contra tarifaço, diz professor da FGV


Há 10 dias do prazo, o governo dos Estados Unidos ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis negociações ou o adiamento da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras que podem começar a valer em 1º de agosto.

Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou nesta segunda-feira (21) que o Brasil não sairá da mesa de negociações e que a equipe econômica trabalha em um plano de contingência para ajudar os setores mais atingidos pelo tarifaço.

De acordo com o professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Vinícius Vieira, é importante destacar que o Brasil tem demonstrado disposição em negociar antes mesmo do anúncio de aumento das tarifas, feito em 9 de julho.

Aos produtores rurais e às entidades que representam o agro brasileiro, Vieira ressalta que a saída é se aliar com pessoas e organizações norte-americanas que também sairão prejudicadas com o tarifaço de Donald Trump.

“Fazendo pressão, principalmente no Congresso americano, mostrando que, principalmente, quem vende café e suco de laranja brasileiro lá nos Estados Unidos vai ter prejuízo em função desse tarifaço. Assim, quem sabe os congressistas, inclusive democratas, já que a política nos Estados Unidos, do Congresso, é muito fundamentada em interesses locais, consigam um canal de acesso para que Trump pelo menos reveja as tarifas parcialmente para alguns setores”, considera.

De acordo com o professor, é acertada a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao buscar agregar líderes de outros países com políticas de centro-esquerda semelhantes a sua — casos de Chile, Espanha, Uruguai e Colômbia, como acontece nesta segunda, na capital chilena, durante a Reunião de Alto Nível “Democracia Sempre — para que o Brasil não fique isolado politicamente e economicamente no cenário global.

“Mas, de toda maneira, esses são movimentos que visam, ao meu ver, muito mais o longo prazo, em buscar novos mercados”, ressalta.

Segundo Vieira, a proximidade com a Espanha, país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é ainda mais importante, visto que se trata do país europeu mais resistente às políticas de Trump e que poderia exercer influência nas demais nações que compõem o bloco para impedir o chefe da Casa Branca de pressionar ainda mais o governo brasileiro.

A respeito do Brics, que já deu demonstrações que pretende buscar outras moedas como referência para negociações, o professor da FGV enxerga como precipitada a preocupação de Donald Trump.

“O grande risco hoje para o dólar, o Trump deveria perceber, está nas ações do seu governo, aumentando a dívida pública americana e, ao mesmo tempo, rompendo alianças tradicionais. Lembrando que até mesmo países como Coreia do Sul, Japão, União Europeia, aliados tradicionais dos Estados Unidos, estão sujeitos a tarifas de 30%. […] Então, o grande risco hoje para a própria força do dólar no cenário internacional tem um único nome: não é Brics, não é Lula, mas é Donald Trump”, conclui.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Boi gordo ultrapassa R$ 360 em SP e sobe de forma consistente em outras praças

O mercado físico do boi gordo manteve trajetória de valorização nesta terça-feira (29), com novos reajustes registrados em importantes regiões produtoras. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernado Henrique Iglesias, as escalas de abate permanecem concentradas entre seis e sete dias úteis, mantendo o viés de alta no curto prazo. “A pressão continua mais evidente entre frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para completar suas programações. As grandes indústrias ainda operam em situação mais confortável, apoiadas por animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios”, salienta. De acordo com ele, mesmo após os avanços recentes

Entidades defendem sanção integral de projeto para reforçar o Seguro Rural

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) defenderam nesta terça-feira (29) a sanção integral do Projeto de Lei 2.951/2024. Segundo as entidades, a medida é necessária para dar previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e fortalecer a gestão de riscos climáticos no agronegócio. O texto aguarda análise do Poder Executivo após aprovação pelo Congresso Nacional. O posicionamento foi apresentado no documento “Um plano para o futuro do agronegócio brasileiro: financiamento, gestão de risco e resiliência climática”, elaborado pelas três entidades. De acordo com

Relator rejeita emendas à MP 1.376/2026 e mantém regras da renegociação rural

A rejeição de emendas à Medida Provisória 1.376/2026 pelo relator Paulo Pimenta (PT-RS) manteve, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), pontos que seguem restringindo o alcance da renegociação das dívidas rurais. A avaliação foi divulgada em nota oficial nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026. Na avaliação da FPA, as emendas rejeitadas buscavam corrigir aspectos que dificultam o acesso do produtor rural à renegociação. Entre os pontos citados estão juros, prazos, limites, comprovação de perdas, garantias bancárias e o funcionamento do fundo garantidor. A frente parlamentar afirma que os números da medida ainda mostram alcance restrito diante do passivo do setor. Até agora, foram

Mato Grosso completa 30 anos sem registro de febre aftosa

Mato Grosso completará, em 2026, trinta anos sem registro de febre aftosa. O último foco da doença no estado ocorreu em 1996, quando a defesa sanitária passou a integrar a rotina das propriedades, com ações de vigilância e prevenção, além da participação ativa dos produtores. Em 2024, o estado foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como livre de febre aftosa sem vacinação, após a suspensão da vacina em 2023. Em 29 de maio de 2025, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento como livre da doença sem vacinação. Impactos da febre aftosa A febre aftosa é uma

MPTCU pede fiscalização sobre precatórios do setor sucroalcooleiro

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Rocha Furtado, protocolou um pedido de fiscalização sobre os procedimentos adotados pela União no caso dos precatórios relacionados ao setor sucroalcooleiro. A solicitação também inclui a verificação de informações sobre créditos sucroalcooleiros relacionados ao Banco Master. No pedido, Furtado aponta eventuais riscos na formação e na quantificação de créditos contra a União, na expedição de requisitórios, na negociação de direitos creditórios e na proteção do patrimônio público durante a execução de obrigações judiciais. O subprocurador também defende, conforme o resultado da fiscalização, a adoção de recomendação ou determinação para aperfeiçoar controles,

TJUE rejeita pedido da Polônia contra aplicação provisória do acordo Mercosul-UE

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) indeferiu o pedido do governo da Polônia para suspender a aplicação do acordo comercial provisório entre a União Europeia e o Mercosul. A ação havia sido articulada por Varsóvia em abril e buscava barrar a entrada de produtos agropecuários sul-americanos, como carne bovina, aves e açúcar, com tarifas reduzidas. Na ação movida contra o Conselho da União Europeia, o governo polonês pediu a anulação da Decisão (UE) 2026/183, que autorizou a assinatura e a vigência provisória do tratado. A defesa de Varsóvia sustentou que a Comissão Europeia fracionou o acordo de associação de forma artificial para evitar

Brazilian Beef levará 23 empresas à SIAL Paris 2026

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), participará da SIAL Paris 2026 com um pavilhão de 600 m² e a presença de 23 empresas brasileiras. A feira será realizada entre 17 e 21 de outubro, no Paris Nord Villepinte, na França, e integra a estratégia de promoção da carne bovina brasileira no mercado internacional. O espaço do projeto Brazilian Beef ficará no Hall 6, estande A192, e foi estruturado para receber importadores, compradores, autoridades, parceiros comerciais e representantes da cadeia internacional de alimentos. A proposta é apresentar a carne bovina

Bioinsumos avançam em valor e área, mas regulamentação ainda limita expansão do setor

O mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 1,82 bilhão no primeiro semestre de 2026, alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado, ao passo que a área tratada alcançou 46,2 milhões de hectares, crescimento de 18,3%, conforme dados da CropLife Brasil. No entanto, apesar dos incrementos, a expansão do setor ocorre em meio a desafios regulatórios que, segundo Mauro Heringer, diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio) e cofundador da Ekoa Life Sciences, podem limitar o potencial de desenvolvimento da indústria nacional. Para ele, o avanço superior da área em relação ao valor comercializado evidencia a ampliação

Fachin encaminha ao CNJ proposta para ampliar fiscalização de precatórios

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (29) ao ministro Gilmar Mendes que as situações relatadas sobre irregularidades na expedição de precatórios exigem apuração rigorosa. Em ofício, Fachin informou que vai encaminhar à Corregedoria Nacional de Justiça a proposta de ampliar a fiscalização desses títulos. A proposta mencionada por Gilmar Mendes pede a revisão de todos os precatórios expedidos pelos tribunais regionais federais, com destaque para os casos ligados ao setor sucroalcooleiro e para os processos sobre revisão da chamada Tabela SUS. Outra solicitação apresentada foi a suspensão de decisões que determinaram, de forma indevida, a expedição de precatórios antes

Edital abre leilão do 2º lote da concessão da Flona do Bom Futuro

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) abriram o edital do segundo lote da concessão florestal da Floresta Nacional (Flona) do Bom Futuro, em Porto Velho (RO). Estruturado com apoio técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto prevê manejo sustentável para restauração florestal em área degradada na Amazônia. Segundo o edital, a área a ser concedida supera 39 mil hectares, o equivalente a quase 55 mil campos de futebol. Desse total, aproximadamente 6,4 mil hectares serão destinados à restauração florestal. As propostas deverão ser entregues na sede da B3, em São