O mercado físico do boi gordo mantém trajetória de valorização, com negócios realizados acima das referências médias em diferentes regiões do país.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o encurtamento das escalas de abate reforça a perspectiva de novos ajustes positivos no curto prazo, sobretudo nas compras conduzidas por frigoríficos de pequeno e médio porte, que encontram maior dificuldade para completar suas programações.
“As grandes indústrias, por outro lado, ainda operam com maior conforto, apoiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios. Mesmo após os avanços recentes da arroba, o mercado futuro conserva prêmio expressivo em relação ao físico”, detalha.
De acordo com ele, esse descolamento mantém os atuais níveis da B3 atrativos para operações de hedge, permitindo a proteção das margens em um ambiente que permanece sujeito a elevada volatilidade.
Preços médios do boi gordo
- São Paulo: R$ 358,83 — ontem: R$ 357,18
- Goiás: R$ 347,86 — ontem: R$ 346,25
- Minas Gerais: R$ 345,88 — ontem: R$ 342,35
- Mato Grosso do Sul: R$ 353,41 — ontem: R$ 351,48
- Mato Grosso: R$ 334,05 — ontem: R$ 333,65
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina registrou preços acomodados ao longo desta quinta-feira, em um ambiente com pouco espaço para novos reajustes no curto prazo.
Segundo Iglesias, a ausência de estímulos relevantes ao consumo e a maior competitividade das proteínas concorrentes, especialmente da carne de frango, continua limitando o potencial de valorização dos cortes bovinos.
- Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo
- Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,1937 para venda e a R$ 5,1917 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1656 e a máxima de R$ 5,2016.















