O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) afirmou nesta segunda-feira (11), em relatório sobre a execução da política monetária no primeiro trimestre, que seguirá com uma política monetária “moderadamente acomodatícia”. A autoridade reforçou que pretende manter liquidez abundante, preservar condições de financiamento frouxas e ajustar o ritmo dos estímulos conforme a evolução do cenário econômico e financeiro.
No documento, o banco central da China informou que continuará usando múltiplos instrumentos de política monetária para sustentar a recuperação da economia, em um ambiente marcado por incertezas externas e riscos geopolíticos. O PBoC também indicou maior coordenação entre as políticas monetária e fiscal.
Entre os indicadores apresentados, a autoridade monetária destacou que os juros médios de novos empréstimos corporativos e imobiliários ficaram em torno de 3,1% em março. O objetivo, segundo o relatório, é manter os custos de financiamento em “níveis historicamente baixos”, ao mesmo tempo em que avança na reforma do mecanismo de formação de juros e reduz o custo de captação dos bancos.
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O pacote de crédito direcionado incluiu a expansão de 500 bilhões de yuans, o equivalente a US$ 73,5 bilhões, nas linhas de reempréstimo para agricultura e pequenas empresas. Houve ainda aumento de 400 bilhões de yuans, ou US$ 58,8 bilhões, no programa de financiamento para inovação tecnológica e modernização industrial, além da criação de uma linha de 1 trilhão de yuans, cerca de US$ 147 bilhões, voltada a empresas privadas.
Na frente cambial, o PBoC reiterou que pretende manter o yuan “basicamente estável em nível razoável e equilibrado” e evitar movimentos excessivos no câmbio. O banco também informou que seguirá promovendo o mercado offshore da moeda chinesa, com acordos de swap cambial, expansão de operações transfronteiriças em yuan e nomeação de bancos de compensação no Reino Unido e no Sri Lanka.
Na prática, a combinação de crédito mais barato, liquidez elevada e maior uso internacional do yuan tende a ampliar o financiamento a setores produtivos e a facilitar liquidações comerciais na moeda chinesa. O relatório, no entanto, não detalha metas adicionais de juros nem prazos para novas medidas além das já anunciadas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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