O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta sexta-feira (29) o protocolo para pedidos de financiamento do BNDES Mais Mobilidade, linha de crédito de até R$ 21,2 bilhões voltada à renovação da frota de veículos pesados no país. A operação faz parte do programa Move Brasil 2 e será realizada por agentes financeiros credenciados. A medida abrange caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.
Segundo o BNDES, do total autorizado, R$ 14,5 bilhões virão de recursos da União, via Tesouro Nacional, e até R$ 6,7 bilhões serão do próprio banco. O programa reserva R$ 2 bilhões para ônibus e micro-ônibus e outros R$ 2 bilhões para transportadores autônomos de cargas e pessoas físicas associadas a cooperativas.
Podem acessar a linha transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no Credenciamento de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8. No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, permitidos apenas para autônomos e cooperados, os veículos devem ter sido fabricados a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e cumprir critérios de rastreabilidade fiscal.
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Os prazos variam conforme o perfil do tomador. Para transportadores autônomos, o financiamento pode chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência. Para empresas de transporte de cargas, o prazo é de até 60 meses, com até 6 meses de carência. No transporte de passageiros, o prazo também pode alcançar 120 meses. As taxas podem ficar próximas de 13% ao ano, segundo as regras divulgadas pelo banco, e o limite é de até R$ 50 milhões por cliente.
O histórico recente indica demanda por esse tipo de crédito. Entre 30 de dezembro de 2025 e 18 de maio de 2026, o programa anterior de renovação de frota consumiu mais de R$ 9,7 bilhões, em 8.444 operações, com 15,6 mil caminhões financiados. Para o agronegócio, que depende majoritariamente do transporte rodoviário para insumos e escoamento da produção, a medida pode influenciar a renovação de veículos usados em rotas de grãos, proteína animal, açúcar, etanol e produtos perecíveis. O efeito sobre custo logístico, porém, dependerá da adesão ao programa, da oferta de crédito pelos agentes e das condições finais de contratação.
Os pedidos devem ser feitos nas instituições financeiras credenciadas, já que o BNDES não opera diretamente com o cliente final nessa modalidade. O prazo para protocolo vai até quinta-feira (28 de agosto de 2026), e a comunicação da contratação ao banco deve ocorrer até segunda-feira (28 de setembro de 2026). O programa poderá ser encerrado antes, caso os recursos disponíveis se esgotem.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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