O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou na noite de sexta-feira (22), no Rio de Janeiro, que a instituição está "reciclando" sua carteira de ações. Segundo ele, o movimento envolve a saída de papéis de empresas consolidadas e a realocação de recursos para projetos inovadores. Mercadante disse que, desde 2023, a carteira registrou ganho de R$ 80 bilhões entre valorização dos ativos e dividendos.
De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, a BNDESPar iniciou em maio a venda de parte de sua participação em companhias como Petrobras e Axia Energia. Segundo uma fonte ouvida pela agência, neste mês foram vendidos cerca de R$ 3 bilhões em ações da Petrobras e mais de R$ 500 milhões em papéis da Axia. Também houve venda de R$ 280 milhões em ações da Copel, acumulando R$ 1,2 bilhão em desinvestimentos na empresa paranaense em 2026.
Após participar de evento no centro do Rio, Mercadante afirmou que o banco busca sair de "empresas consolidadas, sólidas" para investir em áreas como descarbonização, economia verde, transição energética e inovação. Entre os segmentos citados por ele estão inteligência artificial, transição digital, biocombustíveis e pesquisa e desenvolvimento.
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Em nota, o BNDES informou que examina permanentemente oportunidades de investimento e desinvestimento por meio de sua subsidiária BNDES Participações S.A. (BNDESPar). Segundo o banco, a estratégia atual é manter o desinvestimento em ativos maduros para otimizar e diversificar o portfólio.
Para o público do agronegócio, o ponto central está no destino anunciado para parte desses recursos. O banco citou bioinsumos para agricultura e biocombustíveis entre os novos desafios a serem financiados, ao lado de minerais críticos, saúde, inteligência artificial e transição digital. Esses segmentos têm relação com cadeias agroindustriais, com a oferta de insumos biológicos e com a agenda de combustíveis renováveis no país.
Até o momento, o BNDES não detalhou valores específicos que serão destinados a bioinsumos ou biocombustíveis nem cronograma por setor. Com as informações disponíveis, o movimento indica uma reorientação de capital para áreas ligadas à inovação e à transição energética, mas a dimensão prática para o agro dependerá da divulgação de novos aportes e programas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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