O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, nesta terça-feira (12), lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Segundo o banco, o resultado representa alta de 17% na comparação com igual período de 2025. Em 12 meses encerrados em março, o lucro recorrente atingiu R$ 15,6 bilhões, maior valor da série histórica da instituição.
Os dados foram apresentados em coletiva em São Paulo pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e diretores da instituição. No balanço, os ativos totais chegaram a R$ 995 bilhões em 31 de março, avanço de 3,3% sobre dezembro de 2025 e de mais de 45% em relação a 2022.
A carteira de crédito expandida somou R$ 678,2 bilhões, alta de 14% ante o primeiro trimestre de 2025 e maior patamar desde 2016. Já a carteira de participações societárias alcançou R$ 110,3 bilhões, com crescimento de 27,7% frente a dezembro de 2025, impulsionada pela valorização de investimentos.
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No desempenho operacional, as aprovações de crédito totalizaram R$ 45,7 bilhões, aumento de 37% na comparação anual. Os desembolsos chegaram a R$ 36,2 bilhões, com alta de 44%, enquanto as consultas somaram R$ 84,4 bilhões, avanço de 65%.
Entre os setores, a indústria registrou desembolsos de R$ 8 bilhões, crescimento de 67% sobre igual intervalo de 2025. Em infraestrutura, foram R$ 13,4 bilhões, alta de 51%. Na agropecuária, os desembolsos atingiram R$ 9,1 bilhões, avanço de 40%.
Segundo Mercadante, o aumento do lucro foi beneficiado pelos ganhos de crédito e pela expansão dos ativos. O diretor Alexandre Abreu afirmou que, ao considerar aprovações e garantias via Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), a injeção de crédito no trimestre chegou a R$ 66,5 bilhões.
A inadimplência de 90 dias ficou em 0,046%, abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional, de 4,33% em março, de acordo com o próprio banco.
O patrimônio líquido do BNDES encerrou março em R$ 192 bilhões, recorde histórico, enquanto o Índice de Basileia ficou em 24,1%, acima do mínimo regulatório de 10,5% exigido pelo Banco Central. Pelos indicadores divulgados, o banco inicia 2026 com expansão do crédito, aumento de ativos e manutenção de capitalização elevada.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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