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Boa Safra fecha 1º trimestre com lucro de R$ 27,4 milhões

Boa Safra fecha 1º trimestre com lucro de R$ 27,4 milhões


A Boa Safra, produtora brasileira de sementes de soja, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido consolidado de R$ 27,4 milhões, alta de 62% na comparação anual, informou a companhia nesta quinta-feira (14). O desempenho, porém, foi sustentado por um efeito não recorrente ligado à venda das cotas remanescentes do SNAG11, fundo de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagro) da Suno Asset.

Sem esse efeito, o lucro líquido ex-SNAG11, métrica usada pela empresa para medir o desempenho recorrente, ficou em R$ 3,7 milhões, queda de 36% ante o primeiro trimestre de 2025. Segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Felipe Marques, a exclusão do efeito do fundo busca dar comparabilidade ao resultado operacional da companhia.

A receita operacional líquida avançou 20% no período, para R$ 132,1 milhões. O lucro bruto somou R$ 27,1 milhões, revertendo o resultado praticamente nulo de um ano antes, com margem bruta de 21%. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) contábil ficou positivo em R$ 9,9 milhões, ante resultado negativo de R$ 15,5 milhões no primeiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado, por sua vez, permaneceu negativo em R$ 25,4 milhões, embora melhor que os R$ 38,7 milhões negativos de um ano antes.

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O avanço da receita foi apoiado pela diversificação do portfólio. As receitas líquidas de novas culturas, serviços e insumos somaram R$ 82 milhões, alta de 31%, e responderam por 76% do total de vendas de sementes no trimestre. De acordo com Marques, foi a primeira vez que outros negócios superaram a receita da semente de soja no início do ano.

A pressão sobre o lucro recorrente veio principalmente do resultado financeiro. As despesas financeiras cresceram 78%, para R$ 79,3 milhões, enquanto os juros sobre empréstimos subiram de R$ 18,6 milhões para R$ 57,6 milhões, após emissões de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) em 2025.

Segundo o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, o primeiro trimestre tem menor peso no desempenho anual porque a maior parte das entregas de sementes de soja ocorre no segundo semestre. A carteira de pedidos encerrou março em R$ 1,5 bilhão, cerca de R$ 100 milhões acima de igual período de 2025, o que, segundo a companhia, serve como referência para o ritmo operacional ao longo do ano. A dívida bruta somava R$ 1,63 bilhão no fim de março, mas apenas R$ 61,7 milhões vencem em menos de um ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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