Os governos dos Estados Unidos e da China discutem a remoção de tarifas em setores específicos, além da criação de mecanismos permanentes de diálogo sobre comércio e investimentos. A informação foi apresentada nesta quinta-feira (14) pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, em entrevista à CNBC. Segundo ele, as conversas incluem produtos considerados não críticos e antecederam uma reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim.
De acordo com Bessent, Washington e Pequim avaliam retirar tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em comércio bilateral. O secretário afirmou que a discussão envolve setores classificados como não estratégicos, com foco em bens de consumo de menor valor agregado. Ele disse que se trata de itens que os Estados Unidos não pretendem repatriar em termos produtivos.
Além da possível flexibilização tarifária, os dois países discutem a criação de um Conselho de Comércio e de um Conselho de Investimentos. A proposta, segundo Bessent, é estabelecer canais formais para tratar da relação comercial e de eventuais aportes chineses nos Estados Unidos em áreas fora do escopo de segurança nacional.
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O secretário também afirmou que a intenção é delimitar previamente setores não sensíveis, reduzindo a necessidade de análise pelo Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês). Até o momento, não foram divulgados prazos, lista de produtos ou setores contemplados nas negociações.
Na avaliação apresentada por Bessent, os Estados Unidos têm posição favorável nas tratativas por serem o país deficitário na balança bilateral. Ele também declarou que o governo Trump pressiona a China a fortalecer o consumo doméstico e a reduzir a dependência de manufatura e exportações.
Para o comércio internacional, o avanço dessas conversas pode alterar fluxos setoriais e custos de importação em segmentos específicos. No entanto, o impacto efetivo dependerá da definição técnica das mercadorias envolvidas e da formalização dos acordos.
No estágio atual, as negociações indicam tentativa de reabrir canais institucionais entre as duas maiores economias do mundo. Sem detalhamento oficial sobre setores, tarifas e calendário de implementação, a evolução das conversas deve seguir condicionada a anúncios formais dos dois governos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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