O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negócios acima das referências médias no dia, com frigoríficos ainda encontrando dificuldade na composição de suas escalas de abate, resultando em aumento dos preços.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento se mostra mais consistente no Pará, estado em que a condição das pastagens ainda é muito favorável, possibilitando a retenção como estratégia recorrente entre os pecuaristas locais.
“O mercado permanece atento à evolução da demanda interna às vésperas da Copa do Mundo, somado ao forte ritmo de embarques para os Estados Unidos, país sede do evento. O possível esgotamento da cota chinesa entre os meses de junho e julho é outro elemento relevante a ser considerado”, ressalta.
Lembrando que o gigante asiático impôs a todos os países que lhe comercializam carne bovina limites de exportação que, no caso do Brasil, é de 1,1 milhão de toneladas.
Preços da arroba do boi
- São Paulo: R$ 351,00
- Goiás: R$ 330,36
- Minas Gerais: R$ 326,18
- Mato Grosso do Sul: R$ 351,48
- Mato Grosso: R$ 352,30
Mercado atacadista
O mercado atacadista teve preços estáveis para a carne bovina. Segundo Iglesias, a expectativa é de alguma melhora dos preços durante a primeira quinzena de junho.
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“Porém, a carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial na relação com a carne de frango”, pontuou Iglesias.
- Traseiro bovino: R$ 27,00 por quilo
- Dianteiro do boi: R$ 21,50 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,0615 para venda e a R$ 5,0595 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0313 e a máxima de R$ 5,0708.
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