USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ --
Navegando:
‘Boi sanfona’: como o diferimento de pasto e suplementação salvam o gado na seca

‘Boi sanfona’: como o diferimento de pasto e suplementação salvam o gado na seca


Pecuaristas, a seca é o período mais desafiador do ano para a pecuária brasileira. Se a falta de chuva afeta diretamente a qualidade e a oferta de pastagem, o animal que não está suplementado pode sofrer o indesejado “efeito sanfona“: engorda nas águas e perde peso na seca. Esse problema, no entanto, tem solução. Assista ao vídeo abaixo e entenda como.

Nesta segunda-feira (18), o programa Giro do Boi deu início à semana especial “Suplementação na Seca”, recebendo o doutor em zootecnia Iorrano Cidrini, coautor do livro “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!“.

Ele explicou as estratégias de diferimento de pasto e mineral para garantir o bom desempenho do gado, especialmente das fêmeas que entrarão em reprodução.

O desafio da seca e o perigo do “boi sanfona”

Foto: Wenderson Araujo/CNA

O período de seca, que geralmente vai de junho a setembro, é crucial para o pecuarista. O pasto atinge o menor patamar de proteína bruta, e a oferta de forragem é baixa. Esse cenário se torna ainda mais preocupante para as vacas prenhes, que precisam de nutrientes para o desenvolvimento do feto.

Sem suplementação, a vaca não só corre o risco de não emprenhar na próxima estação, como também pode comprometer o desenvolvimento do bezerro, afetando a cria e a produtividade da fazenda.

Iorrano Cidrini reforça que hoje não há mais espaço para o “boi sanfona“. As fazendas de pecuária estão cada vez mais tecnificadas, e o produtor precisa garantir que seus animais não percam peso para que atinjam a meta de ganho até o final do ciclo de produção.

Diferimento e suplementação: a dupla que garante o ganho

Foto: Wenderson Araujo/CNA

A solução para a seca está em duas estratégias que se complementam de forma eficaz: o diferimento de pasto e a suplementação.

Diferimento de pasto

É o ato de adiar a utilização de uma área de pasto no período de maior crescimento (águas), vedando-a, para ser utilizada na seca. Embora tenha um custo de planejamento, garante um estoque de pasto para os meses mais difíceis.

  • Capins ideais: Os melhores capins para o diferimento são os de porte mais baixo e com talo mais fino, como as braquiárias (marandu, decúmbens, paiaguás). Forrageiras de porte elevado podem tombar e dificultar o pastejo.
  • Adubação: A adubação nitrogenada das áreas diferidas é uma excelente ferramenta. Ela acelera o crescimento da planta, aumenta o teor de proteína bruta e mantém a forrageira verde por mais tempo, resultando em um pasto diferido de melhor qualidade.

Suplementação mineral e proteica

A suplementação não se resume ao sal branco, que é apenas um chamariz. O gado precisa de outros nutrientes, como fósforo e cálcio.

“A suplementação proteica é crucial na seca, pois corrige o déficit de proteína do pasto, aumenta o aproveitamento e o consumo da forragem e garante o bom desempenho dos animais, protegendo-os do efeito sanfona”.

O livro “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!”, de Iorrano Cidrini e Manuel Rosalino, detalha essas e outras estratégias em 12 capítulos, que serão adaptados em uma série de episódios no Giro do Boi. Clique aqui e saiba como adquirir o livro.



Source link

Assine nossa Newsletter

Sinta-se no campo com as notícias mais atualizadas sobre o universo do agronegócio.

Sem spam, você pode cancelar a qualquer momento.


Notícias Relacionadas

Arroba do boi tem alta de quase 5% e expectativa para último trimestre é ainda melhor

Foto: Sérgio Medeiros O mercado brasileiro do boi gordo registrou uma semana de elevado spread entre os valores praticados para a arroba no mercado físico e futuro. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, esse cenário reflete uma expectativa de elevado potencial de alta na demanda no último trimestre do ano. “A diferença entre os valores do mercado spot [setembro] e futuro [outubro] excedeu os R$ 20, mas a tendência é de que o mercado busque um ajuste de convergência nas próximas semanas”, pontua. Iglesias ressalta que, de modo geral, o mercado físico do boi registrou negócios em patamares acima da

Especialista explica como ajustar o manejo do pasto na chegada das chuvas

Foto: Pixabay. A transição entre o fim da seca e a chegada das chuvas é um momento crucial para o manejo do pasto. Segundo o zootecnista Edmar Peluso, as decisões tomadas nesse período podem influenciar diretamente o potencial de produção da fazenda ao longo do período chuvoso. Com o retorno das chuvas, as forrageiras aceleram o crescimento, mas o produtor precisa preparar a pastagem para aproveitar esse potencial. Peluso explica que o pasto deve chegar ao início das águas com uma altura mais baixa do que a normalmente mantida durante o período chuvoso, mas sem estar excessivamente raspado ou degradado. Saiba mais: Importância do manejo

‘Boi bolinha’: como evitar excesso de gordura na recria do gado?

Lotes de bovinos de recria na fazenda Nova Piratininga. Foto: Reprodução/Giro do Boi A dieta na recria confinada exige atenção para evitar que o animal deposite gordura em excesso e se transforme no chamado “boi bolinha”. Segundo o zootecnista Rafael Neiva, o desafio é aumentar o ganho de peso durante a seca sem comprometer o desenvolvimento e o desempenho futuro do bovino. O excesso de energia na dieta pode acelerar o ganho de peso de forma inadequada, antecipando a deposição de gordura em vez de favorecer a formação da estrutura corporal. Por isso, o animal precisa ganhar desempenho durante a recria sem prejudicar o peso

Aos 81 anos, pecuarista usa carriola para tratar bois em Rondônia; veja a história

Foto: Reprodução/Giro do Boi. O pecuarista Ivo José da Costa, de 81 anos, tem se destacado em Rondônia pela dedicação e o cuidado que dedica ao seu rebanho. O produtor, que atua no Sítio JK em Rolim de Moura, realiza o manejo dos animais manualmente, utilizando uma carriola três vezes ao dia, demonstrando seu amor pela pecuária. Seu Ivo, que confina os animais há doze anos, apresentou um lote de 18 bois que foram levados para o abate após 106 dias de confinamento. Os animais, de criação e produção própria, pesaram em média 18,55 arrobas por carcaça, resultando em 278,25 quilos, mostrando a qualidade do

Conab e BNDES assinam acordo para estudos sobre hortomercados no Rio

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinam, nesta segunda-feira (21), às 17h, um acordo de cooperação técnica para o planejamento preliminar do patrimônio imobiliário dos Hortomercados do Leblon e do Humaitá, no Rio de Janeiro. O ato será realizado no gabinete do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em Brasília. O acordo formaliza um trabalho conjunto voltado à análise preliminar dos imóveis. Segundo a Conab, a iniciativa tem caráter preparatório e não prevê repasse de recursos financeiros nem custos para as instituições. Pelo instrumento, o BNDES ficará responsável por propor alternativas e diretrizes

Arroba do boi gordo: confira como o mercado encerrou a semana

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando negociações acima da referência média em boa parte do país. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a restrição de oferta tem sido um elemento importante para justificar tal comportamento, uma vez que a demanda, tanto nas exportações quanto no mercado doméstico, apresenta limitações. “Os frigoríficos de maior porte ainda dispõem de escalas mais confortáveis, contando com a incidência de animais de parceria, somado a utilização de confinamentos próprios. Para a situação dos frigoríficos menor porte o quadro é mais complicado, com escalas de abate mais encurtadas”, disse.

Rebanho bovino dos EUA e oportunidades para o Brasil: assista ao Radar Rural

Foto: Arte Canal Rural O Radar Rural desta semana conversa com o coordenador da equipe de Inteligência de Mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, para enteder o porque de o rebanho bovino dos Estados Unidos estar no menor nível dos últimos 75 anos. Entre os motivos, o especialista conta que o país passou por um longo processo de menor oferta de fêmeas, além de problemas climáticos que se acentuaram entre os anos de 2021 e 2023, agravando ainda mais a reposição em importantes regiões pecuárias. Fabbri ainda destaca que, ao contrário do que aconteceu no Brasil, os custos da produção bovina norte-americana teve grande elevação

Marcelo Fiadeiro deixa Secretaria de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura

O secretário de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura, Marcelo Narvaes Fiadeiro, deixou o cargo nesta sexta-feira (18), em Brasília. A exoneração foi publicada em despacho da Casa Civil no Diário Oficial da União. Segundo apuração do Broadcast Agro, a saída ocorreu a pedido. Para o comando da Secretaria de Desenvolvimento Rural, foi nomeado Clecivaldo de Sousa Ribeiro, que atuava na Coordenação de Produção Vegetal da pasta. Também foi exonerada Monica Cavalcanti, diretora do Departamento de Produção Sustentável da Secretaria de Desenvolvimento Rural. Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse

BNDES e Acre avançam em projeto de concessão de florestas estaduais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o governo do Acre assinaram contrato para estruturar a concessão das florestas estaduais do Mogno, do Rio Gregório e do Rio Liberdade. O projeto abrange 213 mil hectares de floresta nativa e prevê manejo florestal sustentável em três unidades de conservação localizadas no município de Tarauacá. O início do projeto foi marcado por reunião realizada nesta sexta-feira (18), com a participação do diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, do secretário de Meio Ambiente do Acre, Leonardo Carvalho, e da secretária adjunta de Planejamento do Acre, Kelly Cristina Lacerda. O contrato havia

Abiec diz que cota de carne bovina na China pode acabar em março de 2027

A cota destinada à carne bovina brasileira na China em 2027 pode ser consumida já em março se não houver um mecanismo para distribuir os embarques ao longo do ano, afirmou nesta quinta-feira (17) o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa. Segundo ele, a entidade discute com o governo brasileiro uma proposta de divisão dos volumes entre frigoríficos. A avaliação da Abiec considera o ritmo mensal de embarques do Brasil para a China e a possibilidade de antecipação das vendas para o início do próximo ano. “Se nada for feito, vai acabar em março”, afirmou Perosa, durante encontro na