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Bolsas da Ásia caem após ataque dos EUA no sul do Irã

Bolsas da Ásia caem após ataque dos EUA no sul do Irã


As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira (26), depois que os Estados Unidos realizaram ataques classificados como de “autodefesa” no sul do Irã. A ofensiva elevou a aversão ao risco nos mercados da região e voltou a pressionar o petróleo Brent, que subia mais de 3% no fim da madrugada, após ter recuado quase 7% na sessão anterior.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,25%, aos 64.996,09 pontos, pressionado por ações dos setores farmacêutico e de eletrônicos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,03%, aos 25.599,45 pontos, na volta de um feriado. Em Taiwan, o Taiex perdeu 0,27%, aos 43.525,37 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto cedeu 0,17%, aos 4.145,37 pontos, enquanto o Shenzhen Composto caiu 0,60%, aos 2.872,32 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da Austrália, fechou em baixa de 0,39%, aos 8.657,80 pontos.

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A exceção foi a Coreia do Sul. Em Seul, o Kospi avançou 2,55% e renovou recorde ao encerrar aos 8.047,51 pontos, apoiado por ações de tecnologia e de estaleiros.

Segundo as Forças Armadas dos Estados Unidos, a operação de segunda-feira (25) foi realizada para proteger tropas americanas de ameaças atribuídas a forças iranianas. Os militares afirmaram ainda que houve moderação na ação em razão do cessar-fogo em vigor. Até a publicação das informações de mercado, o Irã não havia apresentado resposta oficial.

O avanço do Brent recolocou o petróleo no centro da atenção dos agentes financeiros. Para o setor agropecuário, esse tipo de movimento é acompanhado de perto porque pode alterar custos de diesel, frete e logística. O conteúdo disponível, no entanto, não traz desdobramentos objetivos sobre repasses a combustíveis ou impactos imediatos no mercado brasileiro.

O comportamento do petróleo e dos ativos globais deve seguir condicionado à evolução do quadro entre Estados Unidos e Irã. Sem informações adicionais sobre oferta, sanções ou resposta oficial de Teerã, não há base suficiente para projetar a duração desse movimento nos custos de energia e transporte.

Fonte: Estadão Conteúdo

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