O Brasil concluiu negociações para exportar novos produtos agropecuários à Costa Rica, ao México e à Nicarágua, segundo nota conjunta divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). As autorizações abrangem caqui, ração para aves ornamentais e tartarugas, e amendoim sem casca. Com os anúncios, o agronegócio brasileiro soma 616 aberturas de mercado desde o início de 2023.
Na Costa Rica, a abertura foi obtida para a exportação de caqui. De acordo com a nota oficial, o Brasil exportou mais de US$ 137 milhões em produtos agropecuários ao país em 2025.
No México, as autoridades locais aprovaram a entrada de ração produzida no Brasil para aves ornamentais e tartarugas. O mercado mexicano tem peso mais amplo na pauta externa do setor: em 2025, as vendas brasileiras de produtos agropecuários ao país superaram US$ 3,1 bilhões.
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Na Nicarágua, a autorização alcança o amendoim sem casca. Segundo o comunicado, as exportações brasileiras de produtos agropecuários ao país somaram mais de US$ 73 milhões no ano passado, com destaque para milho, arroz, sementes, produtos florestais e rações.
As novas habilitações ampliam a lista de produtos brasileiros com acesso formal a esses mercados e se inserem na estratégia de abertura comercial conduzida pelo Mapa e pelo MRE. A nota, no entanto, não informa volumes potenciais de embarque, prazo para início efetivo das exportações, exigências operacionais adicionais nem a estimativa de participação desses itens na pauta comercial de cada destino.
Do ponto de vista comercial, a medida adiciona novos canais de exportação para segmentos específicos da produção agropecuária e da indústria de alimentação animal. O alcance econômico dependerá da habilitação de empresas, da demanda dos importadores e do cumprimento dos requisitos sanitários e documentais definidos por cada país.
Sem detalhamento oficial sobre cronograma de embarques ou expectativa de receitas, a evolução dessas aberturas deverá ser medida pela efetivação das vendas externas nos próximos meses e pela adesão das empresas habilitadas aos mercados recém-autorizados.
Fonte: gov.br
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